FOLHA esporte clube
Confusão previsível 1
Como era de se esperar, a rodada decisiva do octogonal final do Campeonato Paranaense gerará um problema de segurança pública. Para não beneficiar nenhum clube, a Federação Paranaense de Futebol teve que marcar para o mesmo horário, 15h40, os jogos entre Atlético e Cianorte; Coritiba e Nacional; e J. Malucelli e Paraná. As três partidas decidirão o título e o segundo representante paranaense na Série D do Brasileirão. O problema é que a Polícia Militar e o Ministério Público do Paraná não recomendam a realização dos jogos das três maiores torcidas ao mesmo tempo, para evitar brigas nos arredores dos estádios e confusões em terminais de ônibus e estações-tubo.
Confusão previsível 2
A decisão da federação de segurar a torcida campeã no estádio por uma hora e meia após o jogo, pode reduzir os problemas. Mas praticamente desconsidera a hipótese de o Jotinha levar a taça, o que faria com que atleticanos e coxas-brancos furiosos saíssem de seus estádios ao mesmo tempo. Nesses casos, vale mais a pena manter a isonomia entre os clubes que ainda têm objetivos na competição ou preservar a integridade dos torcedores e da população em geral? Problema criado apenas porque quem elaborou o regulamento do campeonato precisa urgentemente fazer aulas de redação e interpretação de texto. Ao não expressar de forma clara quais seriam as vantagens dos times de melhor campanha neste octogonal, a federação criou, sem querer, a figura do supermando, levando para Curitiba a grande maioria das partidas da fase decisiva e criando um problema de segurança pública.
Eles são os melhores
Três árbitros gaúchos foram eleitos os melhores na última edição do Campeonato Brasileiro: Leonardo Gaciba, Carlos Eugênio Simon e Leandro Vuaden. Dois deles cometeram erros gravíssimos no final de semana, ambos, em lances de penalidade máxima. Simon, que já esteve em duas Copas do Mundo e está cotado para apitar também na África do Sul, marcou uma falta absurda a favor do Ceará na decisão do Campeonato Cearense. O jogador do Vovô caiu sozinho na área e o gaúcho marcou pênalti. Vuaden cometeu erro parecido no duelo entre Atlético-GO e Goiás. A revelação da arbitragem nacional deu um pênalti inexistente a favor do Goiás. Os erros apenas confirmam uma velha máxima: ''Goleiros e árbitros não devem ser elogiados antes do final do jogo''.
Gênio
O que falar de Ronaldo? É difícil escrever alguma coisa depois de tudo que ele fez na Vila Belmiro. O Fenômeno pegou pouco na bola, mas em quase todas as vezes demonstrou ser muito diferente dos demais 21 jogadores em campo. Ele faz as jogadas difíceis parecerem fáceis - nem falo sobre o terceiro gol do Timão (aquilo é coisa de gênio) -, enquanto a maioria sofre para acertar um passe de poucos metros. Já está mais do que certo. Ronaldo vai deitar e rolar no futebol brasileiro.





