Sem criatividade 1

Antes do início da temporada, o São Paulo parecia ser o time mais forte do futebol brasileiro - ainda pode provar que é. Fez boas contratações, como Washington, e, principalmente, manteve a base que conquistou o tricampeonato brasileiro. Porém, até o momento, o Tricolor não desencantou. Conquistou vitórias pouco convincentes contra times pequenos no Campeonato Paulista e apenas empatou, em casa, na estreia da Libertadores, sua grande ambição na temporada.

Sem criatividade 2

As seis contratações feitas pelo time do Morumbi não conseguiram, porém, solucionar um velho problema: a falta de criatividade no meio-campo. Com isso, o São Paulo continua dependente dos cruzamentos do ala Jorge Wagner ou dos chutes de longa distância. O time não tem um jogador com características de armador. Isso ficou muito evidente na derrota para o Santos, domingo. Para um time que sonha com o título da Libertadores, o São Paulo precisa melhorar e muito. A prova de fogo será nesta quinta-feira quando o Tricolor visita o América, em Cali, na Colômbia. Um tropeço deixará o time de Muricy Ramalho em situação difícil.

Trio de ouro

O Cruzeiro agiu corretamente ao aceitar receber os direitos federativos do atacante Kléber como parte do pagamento na venda de Guilherme para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia. Ano passado, a Raposa só não foi mais longe na Libertadores e no Brasileirão porque faltava um atacante mais eficiente, algo que deverá ser solucionado com a chegada do ex-jogador do Palmeiras. Em três jogos pelo time mineiro, Kléber já deixou sua marca cinco vezes. Ao lado de Ramires e Wagner, o atacante deverá formar o trio de ouro da Raposa.

Castigo

O técnico Celso Roth, do Grêmio, passou a última semana desdenhando de uma possível decisão do primeiro turno contra o rival Internacional. Em todas entrevistas, Roth fez questão de frisar que usa o Gauchão como preparação para os jogos da Libertadores. Tanto desdenhou, que o Grêmio foi derrotado. E não perdeu por uma placar mais elástico, porque conta com um goleiro de grande nível, Victor. O treinador deve pensar que não corre risco de perder o emprego por causa da boa campanha no último Campeonato Brasileiro. Ele só não pode esquecer que no futebol o passado nem sempre é levado em conta. Abre o olho Roth!

O outro lado

Já Tite, técnico do Internacional, não pode se acomodar porque seu time levou o título no primeiro turno do Gauchão. Com o elenco que tem em mãos, o treinador será muito cobrado pela diretoria e torcida. O Colorado tem por obrigação brigar pelo título de todas competições que disputar. Uma improvável eliminação na primeira fase da Copa do Brasil - o Inter perdeu o jogo de ida por 1 a 0 para o desconhecido União, de Rondonópolis (MT), - terá o poder de acabar com o ciclo do técnico no Beira-Rio.

Para o folclore

A expulsão do meia-atacante Marcos Aurélio, do Toledo, que facilitou em muito a vida do Paraná Clube na partida do último domingo, é daquelas que entram para o folclore do futebol nacional. Irritado pela falta de espaço para a cobrança de um escanteio, o jogador simplesmente arrancou a bandeirinha de córner e a atirou para fora do campo. Como infringiu explicitamente a Regra 17 do futebol, que trata dos procedimentos para a cobrança de um escanteio e determina claramente que ''não se poderá tirar a bandeirinha de córner'', o árbitro Evandro Rogério Roman mostrou cartão amarelo ao atleta.

A regra é clara

Não satisfeito em infringir a Regra 17, Marcos Aurélio ainda partiu para cima do juiz aos berros, sendo enquadrado também na Regra 12, que fala de faltas e condutas antiesportivas. No item ''Sanções disciplinares'', está previsto que um jogador deve ser advertido com cartão amarelo, entre outras coisas, se ''desaprovar com palavras ou ações as decisões do árbitro''. Com isso, o camisa 10 do Toledo recebeu o segundo amarelo e foi expulso. O que não dá para entender é como um jogador experiente, com passagem até pelo Flamengo (onde era conhecido como Jacozinho), conseguiu mostrar em um único lance tamanho desconhecimento das regras do esporte que pratica, além de um destempero acima do normal...

Gringos na Arena

O elenco do FC Dallas, que está fazendo sua pré-temporada no CT do Caju, esteve na Arena da Baixada acompanhando o jogo em que o Furacão venceu o Iraty por 2 a 1, domingo. O técnico do time norte-americano, Schellas Hyndman, gostou do clima no estádio. ''Os torcedores que vem cantam de coração e isso motiva muito o atleta'', disse. A delegação do Dallas fica em Curitiba até sexta-feira. Amanhã, o time disputa um amistoso na Arena contra uma equipe reserva do Atlético.

Peneira feminina 1

A CBF vai realizar em breve uma nova bateria de testes no Paraná para observar jogadores para a seleção brasileira feminina Sub-17. Na semana passada, a entidade consultou a Federação Paranaense de Futebol (FPF) sobre a possibilidade de realização da peneira. Nos próximos dias, a FPF deve anunciar a data e o local das avaliações.

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