Torcedores doentes
No jogo contra o Londrina, o esquema de segurança falhou e vários torcedores do Paraná Clube assistiram à partida de dentro do gramado da Vila Capanema, atrás do gol do Tubarão. Os fanáticos causaram pelo menos um instante de grande constrangimento: no gol de Agenor em que a bola entrou, mas o juiz não viu, os torcedores correram em direção ao bandeirinha para reclamar, aos gritos e gesticulando descontroladamente. O curioso é que esses torcedores todos vestiam coletes em que estava escrita a palavra "imprensa".

Mão furada
A vida de alguns goleiros no Campeonato Paranaense anda complicada. Falhas atrás de falhas vêm fazendo a alegria dos atacantes, que nem precisam se esforçar para balançar as redes adversárias. Nos últimos jogos, torcedores do Nacional e do Rio Branco quase foram à loucura com seus arqueiros. E não adianta colocar a culpa na bola nova. Bola é tudo igual. São todas redondas.

Os paredões
Por outro lado, algumas torcidas têm que agradecer aos seus goleiros. Vanderlei, do Coritiba, não tomou nenhum gol nos quatro jogos disputados. Silvio, do Cianorte, levou apenas um, e Gallato, do Atlético, tomou dois. Outro destaque é Fernando, do Londrina, que no domingo defendeu um pênalti e garantiu a vitória sobre o Paraná Clube.

Esclarecimento do leitor
Um leitor enviou e-mail a esta coluna comentando as notas "Colonizados", publicadas neste espaço na última sexta-feira. Ele critica de forma veemente a afirmação de que um dos cantos da torcida do Londrina seria baseado no famoso "E ninguém cala esse nosso amor", entoado pela torcida do Botafogo do Rio. Em sua opinião, faltou pesquisa e "conhecimento de causa" aos autores da nota antes de redigi-la. E informa que a tal música foi inspirada, na verdade, em uma canção do Porto, de Portugal. "E digo mais, (a torcida do Tubarão) começou a cantar isso no estádio antes da torcida do Botafogo e depois ironizado pelo Flamengo", garante.

Seguem os colonizados
De fato, reconhecemos que faltou pesquisa antes da publicação das notas. A canção realmente é baseada no coro entoado pela torcida do Porto no Estádio do Dragão. Mas isso, de forma alguma, desqualifica a crítica feita por esta coluna de que os aficionados dos times paranaenses são especialistas em copiar cânticos de outras torcidas. Muda-se o colonizador, seguem os colonizados...

Divisão de Acesso
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) reuniu pela primeira vez, na última sexta, os representantes dos clubes que vão disputar a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense este ano. Diretores da entidade discutiram com os times detalhes sobre a fórmula de disputa da competição. E definiram que, na próxima-sexta, vão realizar o arbitral do campeonato, definindo de vez o formato da competição e as datas da disputa, que deve ir de maio a agosto.

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