Qualidade em campo?

Antes do início do Campeonato Paranaense, o presidente Peter Silva disse que este time do Londrina era o mais qualificado de todos aqueles montados em seus três anos de gestão. Se para o presidente este time, que em quatro jogos marcou apenas quatro gols e decepcionou a torcida nos dois jogos em casa, é qualificado, o que foi que o torcedor viu em campo nos últimos três anos?

Amadorismo total

Quem acompanhou o jogo contra o Rio Branco viu um amontoado de jogadores correndo atrás da bola. O Londrina é um time sem criatividade, que finaliza pouco (a primeira finalização ocorreu somente aos 24 minutos do primeiro tempo) e, raras vezes, consegue trocar três ou quatro passes. E olha que o adversário de quarta-feira era um time semi-amador, que recebeu dez jogadores do Trieste, um tradicional clube amador de Curitiba.

Timãozinho 1

O lançamento oficial do Corinthians Paranaense foi bastante concorrido entre políticos e dirigentes esportivos. Apesar de alguns sorrisos amarelos motivados pelas paixões dos presentes pelo Trio de Ferro, destacaram-se as presenças do vice-governador Orlando Pessuti, que segue em sua cruzada para que Curitiba seja sede da Copa do Mundo de 2014, e do vice-prefeito Luciano Ducci, além de vereadores e deputados. Entre os esportistas, compareceram os presidentes Aurival Correia, do Paraná, Jair Cirino, do Coritiba, e Gláucio Geara, do Conselho Deliberativo do Atlético.

Timãozinho 2

Apesar disso, quem recebeu elogios do corintiano Andrés Sanchez foi o ex-presidente atleticano Mário Celso Petraglia, lembrado pelo dirigente do Timão como ''um grande amigo que ajudou muito o Corinthians no ano passado e merece nossos agradecimentos''. Os motivos da deferência ficaram no ar.

Timãozinho 3

Ao destacar que o Corinthians Paranaense terá uniformes fornecidos pela Nike, Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Timão, cometeu uma gafe ao afirmar que ''no Brasil, somente a seleção brasileira e o Corinthians têm uniforme da marca''. Mesmo após ser lembrado de que a multinacional veste também o Flamengo, apesar da briga judicial entre o clube e a empresa, Rosenberg manteve sua posição, destacando que ''o Corinthians Paranaense será a terceira equipe a usar o logo da Nike''.

Timãozinho 4

Na missão de desafiar o Trio de Ferro dentro e fora de campo na busca pela conquista de títulos e torcedores, o Corinthians Paranaense já nasceu com dois rivais espelhados nos de São Paulo. Um será o Coritiba, tão Verdão quando o Palmeiras. O outro é o Paraná, Tricolor como o São Paulo. O mesmo não se aplica ao Atlético, que no entanto pode lembrar a rivalidade Rio-São Paulo entre o Timão e o Flamengo pela maior popularidade nacional, ainda nas mãos dos cariocas.

Colonizados 1

Integrantes de torcidas organizadas dos times paranaenses adoram falar que só torcem para times daqui e pregam que todo mundo que mora no Paraná só deve torcer para equipes locais. Mas esse protecionismo (tolo, como todo protecionismo) não se reflete nos cantos entoados nos nossos estádios. Na quarta-feira, a torcida do Londrina que acompanhou no Café o empate com o Rio Branco, cantava uma variação daquele famoso corinho da torcida do Botafogo, ''ninguém cala esse nosso amor...'' (que foi ironizado pela galera do Flamengo: ''ninguém cala esse chororô...'').

Colonizados 2

A torcida do Coritiba, então, é reincidente: além do ''sai do chão, sai do chão, a torcida do Verdão'' (grito entoado todo jogo no Maracanã pelos flamenguistas, que obviamente substituem o ''Verdão'' por ''Mengão''), no ano passado utilizou o infame canto ''Uh! Tá maneiro! Keirrison é artilheiro!'', que as torcidas do Rio criaram para homenagear os artilheiros dos seus times no momento.

Polêmica no ar 1

O canal a cabo ESPN Brasil promete uma bomba para este fim de semana. No próximo sábado, às 21h30, a emissora exibe o documentário ''Brasil Olímpico, Uma Candidatura Passada a Limpo''. Com duas horas de duração, o programa terá 17 matérias especiais e mais de 50 entrevistas, com atletas, medalhistas olímpicos, dirigentes, deputados federais, senadores, técnicos, gestores esportivos, pesquisadores e professores de educação física. Tudo para discutir os rumos do esporte de alto rendimento no Brasil.

Polêmica no ar 2

O principal foco do programa será responder à pergunta: como pensar em Olimpíada no Brasil se não há um plano nacional de desenvolvimento esportivo? A emissora garante que ''vai revelar aspectos obscuros que não estarão no dossiê final de candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016 que o governo federal e o Comitê Olímpico Brasileiro entregarão ao Comitê Olímpico Internacional no dia 12 de fevereiro''. A reportagem passou por todas as arenas e parques construídos para os Jogos Pan-Americanos do Rio, realizados em 2007, e ''encontrou histórias absurdas de falta de planejamento e má aplicação do dinheiro público.''

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