Presidencialismo 1

No coquetel de lançamento do Campeonato Paranaense promovido pela RPC, na noite da última terça-feira, destacaram-se entre os convidados os presidentes de sete das 15 equipes que disputam a competição. Os mandatários de Atlético, Coritiba, Engenheiro Beltrão, J. Malucelli, Paraná, Paranavaí e Rio Branco representaram os demais clubes profissionais e não esconderam a confiança na recuperação do Estadual, tão desvalorizado pelos desmandos da longa gestão de Onaireves Moura na Federação Paranaense de Futebol.

Presidencialismo 2

O que chamou atenção foi que, na maior parte do tempo, os presidentes do Trio de Ferro da Capital - Marcos Malucelli (Atlético), Jair Cirino (Coritiba) e Aurival Correia (Paraná) - conversaram animadamente, mostrando uma sintonia que inexistia entre os seus antecessores. Perto deles, outra roda reunia os presidentes Luiz Linhares (Engenheiro Beltrão), Nivaldo Mazzin (Paranavaí) e João Carlos Frumento (Rio Branco). Ao menos na hora da festa, a divisão entre capital e interior ficou patente. Sem pertencer a nenhuma das duas correntes, já que dirige uma equipe pequena localizada em Curitiba, Joel Malucelli, presidente de honra do J. Malucelli, ficou apenas alguns minutos no evento e não chegou a integrar nenhuma das duas rodinhas.

Presidencialismo 3

Quem esbanjou otimismo durante a festa foi Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Destacando a ''herança maldita'' que recebeu de seu antecessor, o dirigente, que teve a chance de participar da elaboração do regulamento pela primeira vez em sua gestão, ressaltou a importância da redução proporcional do número de clubes no Campeonato Paranaense, aprovada em arbitral. ''No ano que vem já teremos 14 clubes e em 2011 reduziremos o número de equipes para 12, o que consideramos ideal. Isto faz parte do trabalho de resgate da credibilidade de nosso campeonato'', resume.

Taxa de arbitragem

Antes do coquetel, os presidentes de clubes haviam participado, na tarde de terça, do arbitral financeiro do Paranaense. Na reunião, foram definidos os valores que serão pagos aos árbitros e assistentes nos jogos do Estadual. Nas partidas da 1 fase, os homens do apito receberão R$ 1,8 mil por jogo caso sejam do quadro da FIFA, valor que cai para R$ 1,2 mil para os árbitros da CBF e R$ 1 mil para os da FPF. Na 2 fase, a quantia sobe respectivamente para R$ 2,5 mil, R$ 1,5 mil e R$ 1,3 mil.

Assistentes

No caso dos auxiliares, o valor é mais modesto. Na 1 fase, serão pagos R$ 900 para assistentes da FIFA, R$ 600 para os da CBF e R$ 500 para os da FPF. Na fase seguinte, a quantia sobe para R$ 1,1 mil, R$ 750 e R$ 650. Já um 4º árbitro, um delegado e um tesoureiro da FPF receberão R$ 300 cada na 1 fase e R$ 400 na 2.

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