FOLHA ESPORTE CLUBE
Esquecimento 1
Em seu retorno ao Alto da Glória, na última quarta-feira, Ivo Wortmann afirmou considerar ''assunto encerrado'' a recepção nada amistosa da torcida alviverde, que atirou moedas e o chamou de mercenário em sua volta ao Couto Pereira, então dirigindo o Cruzeiro, pouco depois de deixar o Coxa, em 2001. Atribuindo o fato de ter abandonado o clube paranaense pela proposta economicamente vantajosa da Raposa a ''um deslumbramento de quem recém tinha voltado ao Brasil e à falta de maior maturidade'' na época, Wortmann acredita que não terá problemas com a torcida. ''Reconheci meu erro e pedi desculpas publicamente. Minha volta mostra que as portas ficaram abertas. Não tenho mágoa nenhuma e na vida a gente olha para frente. Estou satisfeito de estar aqui sabendo o que vai significar este ano de 2009 para o Coritiba'', destaca.
Esquecimento 2
Para Wortmann, a reação da torcida naquela oportunidade foi um sinal que ela queria sua permanência. Reconhecendo que a troca de um clube pelo outro foi o maior erro de sua carreira, o treinador afirmou evitar ao máximo novos mal entendidos. ''Mesmo sem contrato assinado, mas com uma palavra de continuidade com o Juventude, eu coloquei para a direção do Coritiba que a única forma de eu sair seria se a direção do Juventude concordasse. As coisas evoluíram bem e eu estou aqui'', explica o técnico, negando qualquer problemas com a diretoria do clube gaúcho.
Faltando assunto
O período entre o fim de uma temporada e o início da seguinte costuma ser de vacas magras no noticiário esportivo. Jornalistas tentam de todas as formas fazer brotar um fato ligado aos times de futebol que seja digno de nota. O mesmo mal afeta também os veículos oficiais de informação dos clubes. Ontem, por exemplo, o site oficial do Atlético publicou novamente a crônica escrita pelo todo-poderoso Mario Celso Petraglia, em que ele profetizava que sua equipe não cairia para a Série B do Brasileirão.
Faltando assunto 2
O texto de Petraglia foi publicado originalmente em 12 de outubro, um dia depois de o Atlético ter perdido por 3 a 1 para o Fluminense, em plena Arena da Baixada. Segundo o site atleticano, naquele dia ''o medo e a insegurança transcendiam a torcida e se abatiam sobre jogadores e comissão técnica''. Eis então que surge Petraglia e devolve a esperança aos rubro-negros. ''As palavras do presidente tornaram-se um revigorante para atletas, torcida, enfim, todos os atleticanos. O clube se uniu em torno de um objetivo e como profetizou Petraglia, o Furacão mostrou que time grande não cai'', finaliza o texto publicado ontem.
Faltando assunto 3
Só para lembrar que time grande não cai, vai uma lista de clubes brasileiros que recentemente passaram pela segundona (ou algo pior): Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Atlético Mineiro, Fluminense... E ano que vem teremos o Vasco da Gama, tetracampeão brasileiro e com um título da Libertadores na bagagem. Talvez seja hora de alguém rever seus conceitos.
Marlos no Pará
E segue a temporada de peladas nos gramados brasileiros. No próximo dia 23, o meia Marlos, do Coritiba, vai disputar uma partida amistosa organizada pelo governo do Pará para promover a candidatura da capital Belém como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O coxa-branca vai jogar na equipe de Amigos do Ronaldinho Gaúcho, que enfrentará uma seleção de boleiros paraenses, incluindo alguns ex-jogadores.
Estrelas confirmadas
Além de Marlos, outros atletas que atuam no futebol brasileiro também confirmaram presença para o jogo em Belém. Entre eles, Diego Souza (do Palmeiras), Sorín (Cruzeiro), Kléberson (Flamengo), Túlio, Lulinha e Dentinho (Corinthians), Victor, Felipe Mationi e Theco (Grêmio), Daniel Carvalho (Internacional) e o interminável Vampeta. Ainda devem reforçar a equipe de Ronaldinho o meia Renato Augusto (Bayer Leverkusen) e o atacante Jô (Manchester City).
Seleção local
Já a seleção paraense terá nomes bem mais modestos, como o atacante Robgol, o volante Sandro Goiano (do Sport Recife), o também dianteiro Iarley (Goiás) e o ex-lateral Charles Guerreiro, que jogou no Flamengo. A organização da partida espera um público de 45 mil torcedores no estádio Mangueirão.
São Silvestre
A construtora Hugo Peretti, que tem sede em Curitiba, vai bancar os custos de viagens e inscrições para que seis de seus funcionários participem da 84 edição da Corrida de São Silvestre, disputada sempre no dia 31 de dezembro, nas ruas de São Paulo. Os ''atletas'' fazem parte de um programa desenvolvido pela empresa para incentivar a prática de esportes pelos funcionários. O projeto começou com a contratação de um personal trainer para o setor administrativo da empresa e acabou se espalhando para outros setores. Este ano, uma equipe da construtora participou inclusive de uma prova de revezamento em Florianópolis, ao redor da Ilha de Santa Catarina.





