FOLHA ESPORTE CLUBE
Chororô
Os diretores do Flamengo que estavam em um camarote especial na Arena da Baixada no último domingo não esconderam o descontentamento pela derrota para o Atlético. Com cara de poucos amigos, tentavam no elevador, quando deixavam o estádio, encontrar uma justificativa para o tropeço que frustrou o sonho do time disputar a Libertadores em 2009. E logo se lembraram que o árbitro Leonardo Gaciba marcou um pênalti em falta fora da área em favor do Atlético. A choradeira não convence ninguém, pois o placar àquela altura, antes de Alan Bahia converter o lance, com uma paradinha que fez Bruno voar em direção oposta à da bola, já apontava 4 a 2.
Maldição
Aliás, o técnico Caio Júnior, que despontou no futebol do Paraná, parece viver uma ''maldição da Libertadores''. Depois de levar o Paraná Clube ao principal torneio do continente, no Brasileiro de 2006, Caio bateu na trave nos últimos dois anos: em 2007, perdeu a vaga na última rodada, quando comandava o Palmeiras, e agora repetiu a dose no Flamengo.
Coração rubro-negro
Kléberson conquistou a admiração da torcida flamenguista nesse ano por atuações regulares, alguns gols e assistências precisas. Mas no duelo do Rubro-Negro paranaense com o carioca, o coração dele falou mais alto. O jogador, revelado na Arena e que foi o motor da equipe que conquistou o Brasileiro de 2001, assistiu à partida com o bóton da chapa de situação Coração Rubro-Negro, junto com o filho, que vestia a camisa do Atlético.
Apoio
Antes do jogo na Arena, torcedores fizeram uma carreata acompanhando o ônibus do Atlético, no trajeto do CT do Caju até o estádio.
Eleições
No dia que antecedeu a eleição para a escolha do novo presidente do Atlético, o clube decidia seu futuro na temporada de 2009. De olho no placar, que poderia representar um mau presságio nas urnas, caso o clube caísse para a Série B, os eleitores da chapa de situação Coração Rubro-Negro transitavam pelos corredores do estádio um pouco ansiosos, mas confiantes, a contar pelo número de eleitores com adesivos colados no peito. Da oposição, nada, ou será que torciam em silêncio pelo desastre?
Meia volta
Acostumados a ouvir apenas o Hino Nacional nos outros estádios, os jogadores do Flamengo iniciaram os cumprimentos aos árbitros e aos atletas do Atlético tão logo acabou a execução do Hino Nacional, mas foram surpreendidos quando começou a tocar o hino paranaense, obrigatório por força de lei estadual. Já na metade do percurso, todos deram meia volta a se perfilaram novamente, quase no final da execução.
Complexo de inferioridade
Vários torcedores levaram à Arena faixas e cartazes com a frase ''Time grande não cai'', para alfinetar coxas-brancas e paranistas, que frequentaram a Segundona nos últimos anos. Mas, em entrevista após o jogo, o lateral/meia Netinho deu uma escorregada, ao comentar que o Atlético merecia respeito ''porque muitos jogadores já jogaram em clubes grandes''. Para bom entendedor...
Complexo de inferioridade 2
A imprensa curitibana ''marcou em cima'' Vandinho, do Flamengo. O atacante realmente passou em branco no jogo da Arena, mas a má vontade também pode ser explicada pelo comentário que o jogador fez no início do ano, quando ainda jogava no Avaí, de que não pretendia ir para o Coritiba porque seu desejo era sair para ''um time grande''. Semanas depois, Vandinho desmentiu a declaração, mas parece que muita gente por aqui não perdoou.
Menos...
Escapar do rebaixamento para a Série B, sem dúvida alguma, é um fato a ser comemorado. Ainda mais depois de tanto sufoco e sofrimento durante um penoso campeonato. Mas a celebração da torcida atleticana após o jogo contra o Flamengo parecia a de um título. Fogos de artifício pipocaram por toda Curitiba, parecendo até que o campeão brasileiro nem havia sido o São Paulo.
Realidade
Nesse momento de euforia, porém, o torcedor atleticano não pode esquecer de todos os problemas e equívocos que levaram o time a viver assombrado pelo fantasma do rebaixamento até o último jogo do Brasileirão. Primeiro: a equipe é limitada e vai precisar de uma profunda reformulação para alcançar resultados melhores em 2009. Segundo: a diretoria rubro-negra cometeu erros quase imperdoáveis, como a demissão do técnico Ney Franco e as subsequentes contratações de Roberto Fernandes e Mário Sérgio, que desestabilizaram ainda mais o time.
Salvador
Não fosse o empenho de Geninho para unir o grupo e mobilizar a torcida, provavelmente a situação hoje seria diferente. E o que veríamos no domingo não seria uma festa repleta de euforia, mas um mar de lágrimas e lamentações.
Sucessora
Como a FOLHA mostrou no último domingo, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) terá, a partir de 2009, uma nova direção após 18 anos sob o comando de Vicélia Ângela Florenzano. Em eleição realizada naquele mesmo dia, em um hotel no Centro de Curitiba, os presidentes das 18 federações que compõem a CBG elegeram Maria Luciene Resende para a presidência da entidade até 2012. Maria, que é vice-presidente da CBG, recebeu 13 votos, contra 5 de Marco Antonio Martins, presidente da Federação Brasiliense de Ginástica.





