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Mancha negra
A campanha e o título do Corinthians na Série B são inquestionáveis. Porém, a decisão do clube de utilizar uma equipe reserva na última rodada diante do América-RN, em Natal, deixa uma mancha negra na temporada vitoriosa do Alvinegro. O time potiguar brigava contra o rebaixamento e foi favorecido pela atitude corintiana. Pior para o Marília, que não demonstrou competência durante a Segundona e terá que amargar a Terceira Divisão em 2009.
Momento decisivo 1
O paranaense Caio Júnior já demonstrou ser um técnico competente - levou o Paraná Clube à Libertadores em 2006 -, porém vem falhando em momentos decisivos, o que é perigoso para o futuro de sua carreira. Em 2005, dirigindo o Cianorte, ele perdeu grande oportunidade de eliminar o Corinthians na Copa do Brasil. Ganhou o primeiro jogo, realizado em Maringá, por 3 a 0, mas sofreu uma goleada de 5 a 1, no jogo de volta.
Momento decisivo 2
Ano passado, Caio Júnior dirigia o Palmeiras, que dependia de uma vitória sobre o Atlético-MG - o clube mineiro não tinha aspiração alguma no campeonato - para garantir uma vaga na Copa Libertadores. E não é que o Verdão sucumbiu em pleno Palestra Itália e ficou fora da competição sul-americana.
Momento decisivo 3
A frustração foi tão grande que Caio Júnior deixou o Palmeiras e foi para o Goiás. Na Copa do Brasil, o time esmeraldino teve uma grande chance de eliminar o Corinthians. Venceu em Goiânia, por 3 a 1, e podia perder até por um gol de diferença no Morumbi. Mais uma vez, seu time falhou no momento decisivo e foi goleado por 4 a 0. Sem contar que no Estadual o Goiás foi derrotado na decisão pelo desconhecido Itumbiara.
Momento decisivo 4
Mesmo com as derrotas no primeiro trimestre, Caio Júnior ganhou uma oportunidade de ouro: dirigir o Flamengo. O começou foi o melhor possível, com a liderança do Brasileirão. Depois veio um período de oscilação, mas o Rubro-Negro se acertou e parecia ter embalado na reta final. Porém, três tropeços no Maracanã - derrota para o Atlético-MG, e empates com Portuguesa e Goiás - podem resultar em mais uma frustração a Caio Júnior. A imprensa carioca já especula que o treinador está de malas prontas para o futebol japonês. Se não mudar na hora decisiva, Caio Júnior pode ficar com a alcunha de ''pipoqueiro''.
'Verdão vai arrancar'
Em conversa com a reportagem da FOLHA, na semana passada, o fisioterapeuta Nilton Petroni, o Filé, que integra a comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras, quis convencer a quem queira duvidar que o Verdão fará uma grande temporada em 2009 porque estará amparado por uma ''estrutura exemplar'' de preparação física e prevenção e recuperação de lesões. ''A clube seguiu o que outros já faziam, como São Paulo e Santos, e este ano montou uma grande estrutura, comprou equipamentos modernos e os resultados vão aparecer em campo. Esse tipo de trabalho reduz em muito as lesões no elenco e com isso o clube não perde dinheiro com jogador parado ou sem condições de jogo'', mencionou.
A equipe de Luxa & Cia
Embora seja elevadíssimo o gasto do Palmeiras com a comissão técnica que Luxa leva para onde vai (algo em torno de R$ 1 milhão por mês) - e Filé faz parte deste seleto grupo de trabalho -, o fisioterapeuta garante que a presença do treinador é salutar para o clube, pois ninguém fica sem receber, segundo ele. ''Salário em dia para a comissão técnica e todo o elenco é uma das condições que o Luxemburgo impõe aonde quer que esteja. Por isso que ele não treina nenhum time do Rio. E se o salário atrasar, pode saber que ele vai botar a boca no mundo e aí fica muito ruim para o clube'', afirmou.
Furacão exemplar
Quanto ao quesito estrutura de treinamento, preparação e recuperação de jogadores, Filé relatou o que não é novidade para muitos, mas que orgulha os paranaenses. ''O Atlético-PR, ao lado do Cruzeiro, tem hoje talvez a melhor estrutura do Brasil, sem esquecer do São Paulo. Posso dizer com segurança que o Atlético-PR e o Santos não caíram este ano - o Furacão ainda corre risco - porque têm essa estrutura e o jogador acaba respondendo em campo, mesmo tendo passado pela mesma crise que outros times menos organizados enfrentaram'', comentou.
Mais um título
O londrinense Nico Rocha conquistou mais uma vez o título de campeão paranaense. O piloto, que está com uma pequena lesão, nem precisou disputar a última etapa, domingo, em Maringá, para comemorar a conquista na categoria MX-3, destinada a pilotos acima de 35 anos. A temporada foi quase perfeita para Rocha. Além do título estadual, ele foi vice-campeão brasileiro, perdendo somente para o catarinense Milton ''Chumbinho'' Becker, grande papa-títulos da categoria no Brasil.
Basquete
O time de Campo Mourão terminou a primeira fase do Campeonato Paranaense de Basquete Masculino na liderança e terá a vantagem de atuar duas vezes em seu ginásio na decisão contra a ADL/Inesul/Londrina. O primeiro confronto da melhor de três acontece amanhã, às 20 horas, no Ginásio JK, em Campo Mourão.





