De olho na TV
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vem sendo o grande protagonista nesta reta final de Campeonato Brasileiro. O procurador-geral do tribunal, Paulo Schmitt, parece não perder um único programa esportivo a fim de encontrar motivos para denunciar jogadores. Schmitt vem tendo mais importância que aqueles que deveriam decidir em campo: os jogadores.

Cartão vermelho
Na semana passada, os auditores do STJD puniram o meia Diego Souza, do Palmeiras, com um jogo de suspensão por um suposto tapa no volante Fabrício, do Cruzeiro. Com isso, o atleta desfalcou seu time no decisivo jogo com o Grêmio, domingo. Agora, será a vez do artilheiro do campeonato, o santista Kléber Pereira, ir a julgamento por uma declaração dada a uma emissora de rádio.

Sem graça
Essas decisões do STJD de punir baseado em imagens da televisão ou áudio radiofônico vem acabando com a graça do futebol, que no passado era decidido dentro de campo, como deveria ser até hoje. Os procuradores e auditores do tribunal esportivo deveriam se limitar a julgar baseados na súmula apresentada pelo árbitro. Se quem está mediando a partida em campo não viu nada de anormal na jogada, não é justo que essas pessoas, que provavelmente nunca estiveram dentro de campo, tenham poderes para impedir um atleta de exercer sua profissão.

Reclamação
O leito Marcelo Sartori rebateu ontem as afirmações da coluna de que o Vasco foi beneficiado pelo árbitro gaúcho Elmo Resende no duelo com o Santos. Segundo ele, o time carioca foi ''prejudicado neste Campeonato Brasileiro, inclusive, por pênaltis inexistentes''. Sartori acrescentou que ''Palmeiras e São Paulo são ajudados pela arbitragem e nunca vi vocês escreverem sobre isso''. A coluna respeita a opinião, mas continua acreditando que a vitória do Vasco teve influência da arbitragem. Isso, porém, não tira o mérito do time carioca.

Cercadinho 1
No evento de lançamento do calendário comemorativo aos 100 anos do Coxa em 2009, realizado na noite da última segunda-feira, a imprensa credenciada passou por momentos constrangedores. Em um ambiente sofisticado, faltou gentileza por parte da organização com os profissionais que estavam escalados para trabalhar. Enquanto os convidados eram recepcionados com champagne e vinho, os repórteres dividiam uma pequena área, cercada por uma corda, no hall de entrada, sem que ninguém oferecesse água. E pior. Foram proibidos de circular pelo local.

Cercadinho 2
Depois de quase três horas de isolamento, alguém deve ter percebido a deselegância e chamado o garçon para levar água para a imprensa. Com a passagem pela ''área de entrevista'' do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do prefeito Beto Richa, as personalidades mais aguardadas da noite, a organização resolveu abrir o cercadinho.

Veste, veste, veste
A campanha eleitoral terminou há mais de um mês, mas nos últimos dias o prefeito reeleito de Curitiba Beto Richa teve a agenda tomada para atender o eleitorado coxa-branca. Após conhecer em seu gabinete o megalômano projeto do novo Couto e ganhar um kit com a camisa alviverde, anteontem, enalteceu em discurso a representatividade do Coritiba no cenário nacional. Presenteado com mais uma camisa, desta vez não escapou do coro: ''veste, veste, veste''. Diplomaticamente, Richa atendeu ao pedido e fez a alegria da galera vip coxa-branca.

Liga Futsal
Os jogadores do Cascavel Futsal têm mais um bom motivo para mostrarem serviço na fase classificatória da Taça Brasil, que começa hoje em Cascavel: o clube foi confirmado nas duas próximas edições da Liga Futsal, graças a uma parceria com a fabricante de material esportivo Dal Ponte, detentor da vaga. O time cascavelense havia disputado a Liga Nacional em 2006 e 2007, sem ter obtido grande destaque. Neste ano, somente o Umuarama, atual bicampeão paranaense, esteve na competição. A presença de ambos na Liga Futsal é importante para o fortalecimento da modalidade no Estado.

Promessa olímpica
Se der sequência ao seu bom retrospecto de títulos até agora, tudo indica que o jovem Danilo Toma, 16 anos, da equipe de tênis de mesa da Acel, seguirá o mesmo caminho de outros talentos individuais formados em Londrina e que orgulharam o nome da cidade em Olimpíadas. Casos como Rogério Romero, da natação, Natália Falavigna, do taekwondo, e Luciano Pagliarini, do ciclismo. O primeiro foi mais longe, disputando cinco edições de Jogos Olímpicos. Os outros dois estiveram em duas. Toma já é o melhor brasileiro na sua categoria (16 anos) e o segundo do ranking mundial. No dia 21 embarca para a Espanha para disputar o seu primeiro Mundial Juvenil.

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