FOLHA ESPORTE CLUBE
Desemprego
Além da crise com o goleiro Marcos, o técnico Vanderlei Luxemburgo terá que administrar outro problema no próximos dias. Durante simpósio sobre empregabilidade no esporte, realizado em Curitiba na semana passada, o gerente esportivo José Carlos Brunoro, professor de Marketing e Gestão Esportiva do instituto criado por Luxemburgo, fez uma ameaça, em tom de brincadeira. "Como eu sou palmeirense, se o Vanderlei não ganhar do Grêmio, eu saio do instituto". Resta saber se após a derrota de domingo, em pleno Palestra Itália, Brunoro cumprirá a "promessa".
Jogadores e técnicos
Ex-jogador e ex-treinador de vôlei, Brunoro brincou com Luxemburgo em pelo menos outra oportunidade, ao contar os motivos que o levaram a abandonar as quadras para ficar no banco. Depois de afirmar que os atletas que não jogam bem viram técnicos, provocando risos na platéia, Brunoro completou: "Não sei porque o Luxemburgo riu. Estou falando de mim, não dele", aludindo à propalada falta de habilidade do treinador palmeirense em seus tempos de lateral-esquerdo.
Arenas
Mas Brunoro falou sério também, criticando os inúmeros planos de construção de arenas multi-uso para a Copa do Mundo de 2014. "Fico abismado quando clubes dizem isso. É preciso ter uma gestão muito boa para fazer uma arena dar lucro", ressalta o dirigente, destacando que um clube de futebol não sedia mais do que 50 jogos em um ano, e que é preciso encontrar formas de utilizar os estádios nos 315 dias restantes.
Rosa de Luxemburgo
No mesmo seminário, Luxemburgo contou a história da origem do sobrenome pelo qual é conhecido - que na verdade é um nome próprio. O avô do treinador, Manoel Correia da Silva, gostava da comunista polonesa Rosa de Luxemburgo e deu este nome à sua filha. Quando Rosa de Luxemburgo da Silva casou-se com Sebastião da Silva, os dois resolveram registrar o filho como Vanderlei Luxemburgo da Silva.
Terno e gravata
Além desta homenagem nominal, Luxemburgo não esconde a inspiração em outra pessoa famosa. Em busca de mais respeito, o treinador copiou a forma de se vestir do alemão Franz Beckenbauer, que dirigia a seleção alemã elegantemente trajado. "Eu uso terno e gravata porque todo mundo respeitava o Beckenbauer por isso, enquanto eu era conhecido só por falar palavrão. Então resolvi botar terno e todo mundo passou a me respeitar, mesmo que eu não tenha parado de falar palavrão", explicou.
Nó tático
Semana passada, o técnico do Grêmio, Celso Roth, foi rotulado de "cavalo paraguaio" pela coluna por seus times começarem bem o campeonato, mas depois patinarem. Domingo, entretanto, o gremista deu o chamado nó tático no reverenciado Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras. Num jogo que valia a sobrevivência na luta pelo título brasileiro, o time gaúcho soube se defender e contra-atacar com eficiência. A vitória em pleno Palestra Itália mostra que o Tricolor gaúcho pode sim brigar com o São Paulo pelo troféu.
Sorte de campeão
O São Paulo caminha firmemente para conquistar seu terceiro título consecutivo, o sexto na história do Campeonato Brasileiro. Os gols na vitória sobre a Portuguesa, sábado, no Canindé, mostram que o Tricolor paulista está com "sorte de campeão". No primeiro, o goleiro da Lusa bateu roupa e a bola sobrou no pé de Borges. O segundo saiu no último segundo da etapa inicial. E o gol da vitória, aos 43 do segundo tempo, em uma falha clamorosa da defesa lusitana que ficou olhando Zé Luis cabecear. Sem contar no gol perdido por Edno já nos acréscimos do árbitro. Desse jeito, vai ser difícil o time do Morumbi perder o título.
Arbitragem
Todo final de Campeonato Brasileiro é a mesma coisa. Erros estranhos da arbitragem começam a acontecer. E, por coincidência, na maioria das vezes, os times grandes são os beneficiados. O pênalti marcado a favor do Vasco, no confronto com o Santos, foi um absurdo. O árbitro goiano Elmo Resende estava próximo do lance e, mesmo assim, inventou a falta, que, se aconteceu, foi fora da área. Podem esperar outros erros parecidos nessas últimas quatro rodadas.
Decisão
São José e Serrano decidirão o título da Terceira Divisão do Campeonato Paranaense. O Serrano, que perdeu para o próprio São José, domingo, na última rodada da segunda fase, por 1 a 0, foi beneficiado pelo tropeço da Platinense para o Arapongas (3 a 2), que não tinha mais chances de classificação. A decisão será em dois jogos, o primeiro em Prudentópolis (sede do Serrano), e o segundo em São José dos Pinhais. Apesar de ficarem de fora da final, Arapongas e Platinense já estão garantidos na Série Acesso de 2009, uma vez que, sobem para a 2ª divisão os quatro primeiros colocados da terceirona.





