Patinho feio 1
Como a FOLHA mostrou na edição de ontem, os times de Curitiba apresentam em 2008 seu pior desempenho geral no Campeonato Brasileiro, seja na Série A ou B. A poucas rodadas do fim das competições, ninguém briga pelas primeiras posições em nenhuma das duas principais divisões. O Coritiba dá claros sinais de que vai morrer na praia na briga pela Libertadores. O Paraná Clube se equilibra para ficar na Segundona. E, pior: o Atlético corre o risco real de fazer companhia ao Tricolor no ano que vem.

Patinho feio 2
Caso a queda do Furacão se confirme, 2009 será o primeiro ano nos últimos 13 em que o Estado do Paraná terá apenas um representante na elite do futebol brasileiro. Desde 1996, quando Coxa e Atlético voltaram juntos para a Série A, isso nunca aconteceu. Para deixar o futebol local ainda mais feio na foto, a boa campanha do Avaí, atual vice-líder da Série B, pode levar nossos vizinhos de Santa Catarina a ter dois representantes na primeira divisão, superando o número de equipes paranaenses. Fato também inédito desde 1996.

Patinho feio 3
Nada contra o futebol catarinense... Mas basta puxar o histórico dos dois Estados no Brasileirão para compreender o motivo da ponderação. Em toda a história, o Paraná já teve nove equipes que disputaram a Primeira Divisão, contra apenas cinco de Santa Catarina. Sem contar os dois títulos nacionais conquistados pela dupla Atletiba.

Desculpe, mas eu vou chorar
Para arrematar: até Goiás, Estado que, ao contrário do Paraná, nunca conquistou um título nacional, ameaça deixar o futebol das araucárias para trás. Caso o Vila Nova (5º colocado da Série B) suba para a Série A no ano que vem e o Goiás mantenha a toada, a Primeira Divisão de 2009 terá dois times goianos. E o Atlético Goianiense está bem na fase final da Série C. Se o desastre do Furacão se concretizar, Goiás poderia ter dois times na A e um na B no ano que vem, contra um na A e dois na B do Paraná.

Bloqueio no patrocínio 1
O Londrina voltará a receber normalmente o valor referente ao patrocínio da Sercomtel a partir deste mês. É o que garante o advogado e presidente do Conselho Deliberativo do clube, Ricardo Ramalho Cardoso. Segundo ele, a cota já está blindada contra novas ações de credores do clube.

Bloqueio no patrocínio 2
Ainda segundo Cardoso, a ação de um ex-funcionário do clube foi impetrada na esfera cível e não na trabalhista. Por isso, R$ 28 mil referentes ao mês de setembro foram bloqueados. O clube protocolou um recurso onde questiona a decisão da Justiça.

Caixa vazio
O empresário Adir Leme da Silva anda mesmo insatisfeito com o retorno que vem tendo com o Londrina. Fora as supostas briguinhas com o presidente Peter Silva, o que vem irritando o gestor é a diferença entre quantidade de dinheiro que sai e a que entra no caixa do clube.

Passando o chapéu
Apesar de o uniforme do Londrina parecer um macacão de piloto de Fórmula 1, devido à grande quantidade de anunciantes, o dinheiro que eles dão é bem baixo. A Sercomtel ainda é a mais generosa, com R$ 40 mil mensais, mas o restante não chega a R$ 20 mil por mês, além das permutas, para um custo fixo mensal de mais de R$ 100 mil. Vale lembrar que 15% desse valor que entra será usado para cumprir o compromisso com a Justiça do Trabalho.

Na bronca com a cidade
Adir se queixa aos mais próximos de que a cidade não aposta no time, prova disso, segundo ele, seriam as bilheterias das duas partidas disputadas no Estádio do Café até agora pela Copa Paraná. Esquece-se ele, porém, que o torneio nunca foi atrativo nem em Londrina nem em outra cidade e que é uma espécie de tampão para quem foi incompetente no Estadual não ficar parado por nove meses no ano.

Não é só em Londrina
O público não está indo aos estádios não só em Londrina, mas no restante do Estado também, com exceção aos times que disputam as séries A e B do Brasileirão. Nem mesmo o Foz do Iguaçu, que retornou à Primeira Divisão após 12 anos, consegue convencer o torcedor. A cidade, que mostrou empolgação na Segundona, já não vai ao Estádio ABC como antes.

Rafting beneficente
A empresa Praia Secreta Expedições promove neste sábado um rafting beneficente no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. Parte da renda arrecadada será revertida para a Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia (APACN), que desde 1983 trabalha no combate ao câncer infanto-juvenil. O preço por pessoa para quem quiser se aventurar pelas corredeiras do Rio Ribeira em botes infláveis é R$ 69. Informações pelo telefone (41) 3256-3333 ou pelo site www.praiasecreta.com.br.

No exterior
Enquanto a empresa promove o rafting beneficente, o proprietário da Praia secreta, Daniel Spinelli, está na Noruega, onde dará uma palestrar no ''Adventure Travel World Summit-Europe'' (Encontro Mundial de Turismo de Aventura). Desde ontem, o evento reúne empresários e especialistas de 26 países.

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