FOLHA ESPORTE CLUB
Incontestável
A classificação do Santos para a decisão do Campeonato Paulista aconteceu de forma incontestável. Não é qualquer time que consegue marcar seis gols no São Paulo, que, reconhecidamente, tem uma das melhores duplas de zaga do futebol nacional, em apenas dois jogos. O futebol envolvente dos ''Meninos da Vila'' encanta a qualquer torcedor. Até os derrotados, no caso mais recente os são-paulinos, que realmente gostam de um futebol bem jogado, são capazes de elogiar e reconhecer a superioridade dos comandados de Dorival Júnior.
Responsável
Falando no treinador santista, ele merece aplausos pela grande campanha do time na temporada. O principal mérito de Dorival Júnior foi deixar seus jogadores à vontade para saírem do convencional durante os jogos. Claro, o padrão tático precisa ser respeitado. Mas, a imprevisibilidade é o que traz a graça a este esporte tão apaixonante. Imagine se os 22 jogadores em campo cumprirem apenas o que o técnico pede no vestiário? Isso, às vezes acontece e convenhamos o jogo fica muito chato.
Merecido
No papel, o Botafogo não tem o melhor time do futebol carioca. Mas, o papel não entra em campo. Entram, a dedicação dos jogadores, a tática certa e a vontade de ganhar, entre outros detalhes que fazem a diferença em uma decisão. Todos esses atributos estiveram presentes na campanha do Alvinegro. Joel Santana soube tirar de cada um o melhor deles. Por isso, o título conquistado de forma antecipada foi mais do que merecido.
Mania
A festa da torcida coxa-branca no Atletiba foi bonita. Mas a galera precisa ser mais criativa na hora de criar bordões para incentivar o time. Se, na campanha da Série B de 2007, a torcida do Coritiba ''adaptou'' o grito ''sai do chão, sai do chão, a torcida do Mengão'' (substituindo ''Mengão'' por ''Verdão''), pelo jeito para a Segundona de 2010 a fixação vai recair sobre os cantos da torcida do Corinthians. No clássico, coxas-brancas entoaram mais de uma vez o grito ''ô, ô, todo poderoso Verdão!'' e usaram faixas com a frase ''Vamos, vamos, meu Verdão, não pare de lutar''. Tudo surrupiado de bordões da Fiel.
Vexame
No triste dia 6 de dezembro, quem deu vexame no Couto Pereira foi a torcida do Coritiba, que invadiu o gramado e agrediu policiais, jogadores e membros da comissão técnica após o empate com o Fluminense que empurrou o Coxa para a Série B do Brasileiro. No domingo, o papelão foi da torcida do Atlético. Depois que Geraldo decretou os 2 a 0, os atleticanos começaram a lançar sinalizadores no gramado. Para evitar que os objetos atingissem jogadores e profissionais da imprensa, foi reforçado o efetivo de policiais e seguranças em frente ao setor de visitantes do Couto.
Na faixa
Jogo decisivo é outra coisa: no Atletiba de domingo, 2.418 pessoas assistiram à partida de graça, entre profissionais de imprensa, cartolas, conselheiros e bicões. Número superior à média de público total da primeira fase do Paranaense, que foi de 2.233 testemunhas.





