Fogos em Caxias e surpresa em Florianópolis
Florianópolis - A decisão do presidente em exercício da CBF, José Sebastião Bastos, de acatar uma liminar da Justiça gaúcha e incluir o Caxias na Série A, tirando a vaga que já estava garantida ao Figueirense, foi comemorada com fogos de artifício em Caxias do Sul e recebida com surpresa em Florianópolis.
Até o início da noite de ontem, o advogado do Figueirense, João Batista Baby, e o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto Filho, permaneciam reunidos com Bastos na sede da CBF, no Rio, tentando entender o que aconteceu e encontrar uma saída. Hoje eles se reunirão com o Departamento Jurídico do clube para decidir o que fazer. Tanto um quanto o outro entendem que a CBF pouco tinha a fazer, já que, se não acatasse a liminar, pagaria multa diária de R$ 150 mil e ainda corria o risco de ver seu presidente preso.
''Vencemos em campo e no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. Não podemos ficar de fora'', disse Baby. Ele se refere à briga jurídica que se arrasta há sete meses entre os dois times, e que teve quatro roundes, dois favoráveis a cada equipe.
O início da briga foi dia 22 de dezembro, quando a torcida alvinegra invadiu o campo nos segundos finais da partida decisiva, em Florianópolis, para comemorar a vitória por 1 a zero. O time gaúcho reclamou da invasão à Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas perdeu. Em abril, o Tribunal Pleno do STJD acatou o recurso do Caxias e incluiu o time na Série A. No mês passado, o STJD atendeu ao pedido de revisão e deu parecer favorável ao time catarinense. (A.E.)





