São Paulo - Carlos Alberto Parreira conhece Romário como poucos. Foi sob seu comando que o atacante do Fluminense viveu a melhor fase de sua carreira: a conquista da Copa do Mundo de 1994. Oito anos e muitos confrontos depois, o jogador continua bastante respeitado pelo treinador do Corinthians, que não esconde sua admiração.
''Marcar Romário? É coisa que muitos tentam e poucos conseguem'', afirma Parreira. Segundo o técnico, o atacante, por sua ''extrema eficiência'', mesmo com o passar do tempo, é o grande responsável pela campanha vitoriosa do Fluminense no Campeonato Brasileiro. E não só por sua conhecida habilidade para se posicionar na área para marcar gols, como também pela capacidade de colaborar com o grupo, como fez no jogo contra o São Caetano, com assistências fundamentais para a vitória por 3 a 0 na primeira partida.
O técnico, que não abdica de sua posição de manter sempre o mesmo estilo de jogo, diz que Romário vai merecer atenção especial no primeiro jogo da semifinal, amanhã, no Maracanã, mas não terá marcação individual. Para dar garantias que não vai mesmo mudar o esquema de jogo, lembrou que nem mesmo na segunda partida contra o Atlético Mineiro, quando podia perder por cinco gols, rejeitou a opção de reforçar o meio de campo. ''Pelo contrário, coloquei Marcinho, que é um jogador extremamente ofensivo.''
Ao ser perguntado se o Corinthians é favorito, o técnico Carlos Alberto Parreira disparou. ''Assim como o São Paulo era favorito e dançou na primeira eliminatória. É assim que eu vejo: não tem favorito e ganha quem jogar melhor.''
''Favoritismo acaba dentro de campo e temos de fazer por merecer'', diz o atacante Gil. Deivid concorda. ''Nós não estamos contando com o favoritismo. Temos de deixar isso de lado.'' O único a destoar do discurso foi o volante Vampeta. ''Acho que se a gente passar pelo Fluminense vamos ser campeões.''

mockup