Rio, 01 (AE) - A Copa do Brasil nem começou e já está marcada por mudanças na tabela e no regulamento, uma característica da competição, criada inicialmente para atender aos interesses dos grandes clubes, que "inchou" nos últimos anos por causa da pressão das federações estaduais, que têm direito a voto na eleição para presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Desta vez, a entidade voltou atrás no número de participantes: além dos 65 clubes relacionados, incluiu mais 4: Botafogo de Ribeirão Preto, URT-MG, Caxias-RS e Americano-RJ. Este último, sem tradição no futebol carioca, alijou Bangu e América da disputa porque o presidente da Federação de Futebol do Rio, Eduardo Viana, é presidente de honra do Americano.
O jogo de estréia do Fluminense na Copa, dia 9, seria contra o Paraná. Agora, porém, terá o URT-MG como primeiro adversário. A mudança desagradou a todos no Tricolor. Para chegar à cidade de Patos de Minas, a delegação do Fluminense terá de fazer uma viagem desgastante, por avião e ônibus. "É lamentável que isso já aconteça antes da primeira rodada", protestou o técnico do Tricolor, Valdir Espinosa. Já o Americano enfrentará o Paraná em casa.
Clubes de pouca expressão, a exemplo do Sinop, de Mato Grosso, Ubiratan, de Mato Grosso do Sul, Independência, do Acre, ou o próprio URT-MG estão na competição. Todos os jogos são eliminatórios e as equipes estão distribuídas, a princípio, em 32 grupos.
Para a segunda etapa, estão classificados o Corinthians, por ter sido campeão brasileiro em 1999; o Atlético-MG, vice-campeão; o Juventude, campeão da Copa do Brasil do ano passado; o Atlético-PR, campeão do torneio seletivo de 1999; e o Palmeiras, campeão da última edição da Taça Libertadores. Quem vencer a Copa do Brasil terá assegurada a participação na Libertadores de 2001.
A CBF foi obrigada a incluir o Gama-DF na competição para cumprir o que determina uma liminar concedida pela Justiça.

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