Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A paralisação da Série C do Campeonato Brasileiro – a última partida foi realizada no dia 10 de outubro pela primeira fase da competição – tem causado grandes prejuízos aos clubes. O vice-presidente administrativo do Fluminense, José de Souza, disse que o clube já perdeu cerca de R$ 300 mil, por não ter disputado as duas partidas pelas quartas-de-final. Com uma folha mensal no futebol de R$ 700 mil, o Tricolor teve de recorrer a empréstimos para não atrasar o pagamento dos atletas. ‘‘Um clube de futebol precisa jogar’’, reclama Souza.
O dirigente culpa a CBF pelas dificuldades financeiras do Tricolor. ‘‘Queria ver eles pararem a Série A do campeonato’’, desafiou. ‘‘A CBF não está preocupada com o destino do Fluminense.’’ Em decisão administrativa, o diretor do Departamento Técnico e vice-presidente da CBF, Alfredo Nunes, suspendeu as partidas pela segunda fase da Série C até o julgamento, no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), dos recursos movidos por Anapolina-GO e Vila Nova -MG. A atitude de Nunes fere o artigo 180 do Código Brasileiro Diciplinar de Futebol (CBDF), que impede a paralisação de qualquer campeonato por causa de recursos.
Segundo Souza, os R$ 300 mil reais de prejuízos são referentes à renda de dois jogos, pelas quartas-de-final da Série C, e ao patrocínio da Unimed. ‘‘O compromisso com a empresa prevê uma certa exposição na mídia, que não estamos conseguindo atingir’’, contou. Por isso, o Fluminense perdeu R$ 100 mil, mesma quantia que teria ganho na renda de cada uma das partidas da segunda fase.

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