Agência Estado
Do Rio de Janeiro
Na semana em que decide o seu futuro na Série C do Campeonato Brasileiro, o Fluminense atravessa uma crise que tornou o ambiente no clube carregado. Depois de perder por 3 a 2 para o Anapolina, domingo, no interior de Goiás, o Tricolor carioca está em quarto no Grupo D e precisa vencer as duas próximas partidas para se classificar para a próxima fase.
Apesar de criticar o time, o presidente do Fluminense, David Fischel, garantiu a permanência do técnico Carlos Alberto Parreira, que, segundo ele, tem a obrigação de ficar até o fim da competição.
Confirmado no cargo, Parreira está preocupado apenas em preparar o time para as duas partidas que vão decidir a classificação do Fluminense para a segunda fase. Quarto colocado no Grupo D, com 12 pontos, o Tricolor enfrenta o Serra (ES) e o Vila Nova, amanhã e domingo, respectivamente. Segundo o treinador, o Fluminense precisa partir para o ‘‘tudo ou nada’’. O Serra lidera o grupo com 19 pontos, seguido de Vila Nova com 15 e Anapolina com 14.
Para isso, os jogadores tentam concentrar-se nos treinos e esquecer a pressão dos torcedores, que causaram confusão após a partida de domingo. Após o jogo com o Anapolina, alguns integrantes da Torcida Organizada Young Flu entraram no vestiário e quase agrediram os atletas, tendo de ser contidos por seguranças. No Rio, membros da mesma torcida ligaram para Laranjeiras, sede do clube, ameaçando invadi-la.
Os problemas tricolores estendem-se ao campo. Os atacantes titulares, Roni e Magno Alves, ainda não se recuperaram de contusões e os seus substitutos na última partida, Roger e Róbson, jogaram mal. No meio-de-campo, Válber ainda está longe da forma física ideal, além de Yan e Arinélson, com atuações irregulares. Sem alternativas, Parreira não deve modificar a equipe.

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