O Fluminense até que se esforçou, mas os clubes com os quais contava para garantir a sua permanência na 1ª Divisão não colaboraram. Mesmo vencendo o Vitória por 3 a 1, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica, o tricolor carioca não conseguiu evitar o rebaixamento, pela primeira vez em sua história. O triste fim provocou revolta nos torcedores, que foram para a frente da sede do clube, nas Laranjeiras, protestar contra a diretoria.
A vaga esteve com o Fluminense enquanto os resultados de Flamengo e Atlético-PR eram favoráveis. Mudou quando o Bahia marcou um gol no Flamengo e o Criciúma virou a partida contra o Atlético. Renato Gaúcho ficou nervoso na beira do campo, acompanhando com atenção os jogos que lhe interessavam. Quando percebeu que não havia mais esperança, ficou abatido e passou a fazer acusações sem provas. ‘‘O futebol é máfia e podridão’’, afirmou. ‘‘Muitas vezes os resultados são feitos fora de campo.’’
O presidente da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, Antônio Augusto Dunshee de Abranches, saiu em defesa do Fluminense. Segundo ele, o clube não pode ser rebaixado. ‘‘Vamos exigir que se cumpra o que foi acertado no Fórum realizado pela CBF.’’
Em campo, o Fluminense demonstrou garra. Os jogadores ganharam praticamente todas as divididas no primeiro tempo. O primeiro gol surgiu aos 18 minutos, após um pênalti cometido pelo goleiro Nílson sobre Valdeir. O lateral-direito Paulo Roberto bateu e marcou. Logo em seguida, Hugo cabeceou uma bola na trave. Aos 46 minutos, Hugo cruzou da direita e Leonardo completou, marcando o segundo gol.
No segundo tempo, o Fluminense relaxou a marcação e permitiu a reação do Vitória. Aos 15 minutos, Batistinha descontou para o Vitória. Aos 23, no entanto, Artur, que entrara no lugar de Leonardo, marcou o terceiro, ao desviar de cabeça uma falta cobrada por Tupãzinho. A partir daí, o Fluminense ficou por conta de outros resultados, que acabaram sendo desfavoráveis.

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