Imagem ilustrativa da imagem FLUMINENSE 3 X 3 CRUZEIRO<br> Jogaço no Maraca termina empatado




Foi um bonito duelo de heróis. Ainda não era questão de vida ou morte, pois resta um turno inteiro para o fim, mas o Fluminense, que entrou com 12 pontos atrás do Cruzeiro, precisava mais do brado retumbante de independência. O Cruzeiro, no entanto, mostrou definitivamente que não quer entregar a coroa, pois, mesmo desfalcado e sem jogar tudo o que pode, arrancou do alto do cavalo da liderança do Brasileiro, às margens do Rio Maracanã, o empate de 3 a 3 com o valente Flu. Um resultado justo, pois, se a equipe azul mandou duas vezes no placar, a carioca jamais permaneceu em berço esplêndido, mantendo o sonho intenso de chegar ao penta.
O time de Minas puxou a espada logo aos 13 minutos, quando Júlio Batista fez 1 a 0, cobrando pênalti de Cícero em Samudio. O Tricolor, porém, não aceitou a audácia. Igualou aos 16, numa linha de passe de cabeça, de Elivélton para Wágner, que concluiu na pequena área. Sob os raios fúlgidos do sol da liberdade que brilhava na antiga capital, o Fluminense virou o placar aos 22, com Cícero, escorando ótimo passe de Conca. Na realidade, era a equipe carioca que atuava com maior objetividade, e não seria absurdo se tivesse praticamente liquidado o colonizador do campeonato aos 41, quando Fábio praticou duas defesas espetaculares, desviando um chute de Fred na trave e outro de Conca, cara a cara. Mas o Cruzeiro voltou a ostentar seu lábaro estrelado aos 43, quando Júlio Batista apanhou sobra da zaga e bateu no cantinho direito de Kléver.
Na etapa derradeira, o time azul, em vantagem, foi recuando instintivamente, deixando que o Tricolor erguesse da justiça a clava forte, ameaçando o adversário. É isso. Seus filhos não fugiram à luta. Aos 20, Nilton fez pênalti em Wágner, derrubando o meia por trás, mas o árbitro - assim quer se crer - não viu. Mas quando o Cruzeiro já parecia navegar ao som domar e à luz do céu profundo, Kenedy . favor não confundir a história - acertou um belo chute colocado à esquerda de Fábio, igualando novamente o bravo duelo: 3 a 3, retrato perfeito do equilíbrio de forças na bela tarde carioca.



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