Rio - Muricy Ramalho tem repetido à exaustão que o Fluminense não faz distinção entre as competições que disputa. Para o treinador não é hora de priorizar a Copa Libertadores em detrimento do Campeonato Carioca. Agora é o momento de comprovar se a mensagem foi devidamente recebida pelos jogadores, que enfrentam o Boavista, hoje, às 17 horas, no Engenhão, pelas semifinais da Taça Guanabara (primeiro turno do Estadual).
Amplamente favorito, a única coisa que parece capaz de causar um tropeço do clube tricolor é justamente a falta de concentração, a preocupação maior com a partida da próxima quarta-feira contra o Nacional, do Uruguai, também no Engenhão, pela segunda rodada da Libertadores.
Os tricolores garantem que terão total cautela e respeito com o adversário, até porque neles observam uma equipe bem montada e consciente de seu potencial. Estão cientes também que um revés pode ter consequências no ânimo do time para o jogo da Libertadores, em que precisam de uma vitória a qualquer custo depois do empate na estreia com o Argentinos Juniors.
''Para muitos, o Boavista é uma surpresa, mas quem acompanha sabe que tem um elenco de qualidade, tem feito bons jogos e se classificou com méritos. Eles vão lutar muito. A equipe é muito organizada. Vai ser difícil. Temos que ter na cabeça a importância dessa vitória'', disse Conca.
No papel, não há como comparar o elenco das duas equipes, separadas por milhões de reais em investimentos. Mas muitos jogadores do Boavista trazem longa rodagem consigo e já atuaram por grandes equipes. Certamente, não ficarão amedrontados diante do maior peso do manto tricolor.






NO RIO DE JANEIRO

Fluminense

Ricardo Berna; Mariano, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho e Conca; Fred e Rafael Moura. Técnico: Muricy Ramalho

Boavista

Thiago; Joílson, Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio Cesar, Douglas, Leandro Chaves e Max; Tony e Frontini. Técnico: Alfredo Sampaio

Árbitro: Wagner Magalhães
Estádio: Engenhão
Horário: 17 horas

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