Rio - Em grande fase, apesar de ainda ocupar um lugar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Fluminense volta a campo hoje, dessa vez, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O jogo de ida contra o Cerro PorteÀo será disputado no Estádio La Olla, em Assunção, a partir das 21h50.
Mesmo com o time precisando vencer os últimos quatro jogos para não ser rebaixado no Campeonato Nacional, o técnico Cuca adiantou que não pretende poupar os titulares no jogo desta noite no Paraguai. ''Não temos como priorizar. Vamos administrar o repouso e a alimentação para jogarmos no nosso limite. Felizmente não há lesões, apesar do desgaste'', argumentou o treinador.
O lateral-direito Mariano concorda com o comandante e não quer saber do Fluminense priorizar o Brasileirão. ''Não dá para priorizar nenhum campeonato. Estamos sabendo dividir e isso é o ideal. Estamos melhorando no Brasileiro e temos a chance de escapar do rebaixamento, mas ao mesmo tempo temos a chance de um título internacional. Por isso, não só eu, como todos os jogadores, estão se doando ao máximo em ambas as competições'', frisou o lateral.
No embalo da série de nove jogos invicto, Mariano sabe que o momento é positivo e, por isso, pensar grande se torna ainda mais fácil. ''Estamos vivendo uma fase muito boa e temos de aproveitá-la. A motivação é muito grande, a confiança também. Então temos tudo para trazer um resultado positivo de lá. Com isso, poderíamos administrar na outra partida'', analisou.
A motivação do elenco se divide com a preocupação da diretoria do Tricolor, que não aprovou a escolha do árbitro argentino Héctor Baldassi para o jogo em Assunção. ''Nossa indignação é gerada pelo fato de que o Baldassi, por diversas vezes, teve atuações desastrosas contra clubes brasileiros nos últimos dois anos, influenciando de forma decisiva nos resultados das partidas'', diz o documento do clube carioca. ''No que se refere ao caso específico do Fluminense, o Baldassi cometeu erros gravíssimos na segunda partida da final da Libertadores 2008, contra a LDU (do Equador).''
Na ocasião, o Fluminense perdeu o título na decisão por pênaltis, diante de um Maracanã lotado. ''Naquele jogo, (o árbitro) deixou de marcar dois pênaltis durante os 90 minutos, não coibiu o antijogo e, mais, permitiu que o goleiro da LDU (Cevallos) retivesse a bola por exatos 19 minutos dos 120 minutos jogados'', lembrou o clube carioca. Nada disso, porém, surtiu efeito. A Conmebol já anunciou que o árbitro está mantido.

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