Flu culpa o juiz por violência em São Luís
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O presidente do Fluminense, David Fischel, disse ontem que o clube vai entrar com uma representação contra o juiz Iran Gonçalves Aranha, que apitou o jogo de segunda-feira à noite, contra o Moto Clube, em São Luís (MA), onde ocorreu uma briga entre os jogadores de ambos os times. Por causa dele, a partida poderia ter consequências mais graves, afirmou.
O jogo, válido pelas oitavas-de-final da Série C do Brasileiro, terminou empatado por 1 a 1. As duas equipes voltam a se enfrentar domingo, em Juiz de Fora (MG). Uma vitória simples classifica o Fluminense para as quartas-de-final. Seis jogadores três de cada time foram expulsos. Houve briga generalizada em campo após os 32 minutos do segundo tempo. Houve tumulto também nas arquibancadas. Duas pessoas caíram no fosso do Estádio Castelão, que pode ser interditado.
Com a representação, Fischel pretende conseguir a absolvição dos três jogadores do Fluminense expulsos no jogo: Diogo, Paulo César e Mano. Assim, eles cumpririam apenas um jogo de suspensão.
Além de atribuir a culpa pela confusão ao juiz, Fischel reclamou que Gonçalves deixou de marcar dois pênaltis para o Fluminense, que poderiam ter mudado o resultado da partida. Escalaram um árbitro sem condições de apitar uma partida dessa importância.
Após desmaiar em campo e ser levado para o hospital, ao ser atingido por um soco do jogador Róbson, o zagueiro Mano já está recuperado. Ontem, ele apresentava apenas um corte no lado direito do rosto. Em São Luís, Mano chegou a fazer uma tomografia no Hospital São Domingos, mas nada foi constatado.
Para o técnico Carlos Alberto Parreira, o grande culpado pela confusão foi o juiz. Se ele tivesse controlado a partida, teria evitado a violência, acusou. O atacante Magno Alves acrescentou que os jogadores do Fluminense não deveriam ter revidado as agressões dos atletas do Moto Clube. Se tivéssemos ficado de fora, nada disso teria acontecido.





