Flo-Jo, mulher mais rápida do mundo, morre do coração
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segunda-feira, 21 de setembro de 1998
Agência Estado 
A norte-americana Florence Griffith-Joyner, considerada a mulher mais rápida do mundo, morreu ontem, em Laguna Beach, na Califórnia (EUA), aos 38 anos, de ataque cardíaco. Conhecida como Flo-Jo, Florence detinha os recordes mundiais dos 100 e dos 200 metros rasos, com os tempos espetaculares de 10s49 e 21s34, há 10 anos. Embora nunca fosse comprovado, a atleta viveu os melhores momentos de sua carreira sob a suspeita de uso de drogas por causa de sua volumosa massa muscular.
A recordista sofreu o ataque cardíaco na manhã de ontem e, segundo o porta-voz de um serviço de ambulâncias do condado de Orange, a empresa recebeu a chamada de emergência às 9h54 locais, mas a ex-atleta não chegou a ser socorrida. O funcionário da Federação de Atletismo dos Estados Unidos, Tom Serber, informou que foi avisado da morte pelo barreirista Greg Foster, amigo pessoal de Florence e de seu marido, Al Joyner. Nos informaram do problema rapidamente, mas foi impossível qualquer tentativa de salvá-la, disse Serber.
Florence Griffith-Joyner, que passou a ser conhecida mundialmente depois de estabelecer os recordes mundiais e ganhar três medalhas de ouro na Olimpíada de Seul, em 1988 (100, 200 e 4 x 100 metros rasos), saltou para a fama por usar unhas compridas e sempre pintadas de cores berrantes e de competir com roupas multicoloridas.
Florence parou de competir em 1989 e em 1996 enfrentou o seu primeiro problema cardíaco. Ela chegou a ficar internada num hospital. Após retirar-se do esporte como campeã olímpica e recordista mundial, a ex-velocista californiana ainda tentou a sorte na maratona, mas abandonou logo a idéia. Os seus primeiros passos no atletismo foram dados na Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge, em 1979. E o primeiro grande feito internacional foi obtido na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, quando conquistou a medalha de prata nos 200 metros rasos.
Greg Foster, tricampeão mundial dos 110 metros com barreiras, mostrou-se abatido com a perda da amiga. Ele tem certeza, porém, que os recordes que sobrevivem há 10 anos durarão outra década a mais.
Acusada de utilizar substâncias proibidas, a recordista sempre negou, mesmo diante de severas críticas feitas por atletas como Carl Lewis, ganhador de 10 medalhas olímpicas de ouro. Os rumores sobre doping são infundados, costumava protestar Florence. Passei por centenas de controles de drogas, inclusive na Olimpíada de Seul, e nenhum deu positivo.
Ben Johnson - Três juízes da corte de Ontário (Canadá) rejeitaram, ontem, o pedido do ex-velocista canadense Ben Johnson, de suspensão da pena vitalícia a que foi condenado por uso de doping depois da Olimpíada de Seul, em 1988. Segundo o empresário do atleta, Morris Chrobotek, Johnson levará o caso à Suprema Corte Canadense. Com 36 anos, ele tem treinado diariamente na esperança de voltar às pistas.


