Flávio Costa é sepultado sob aplausos de torcedores
Rio, 23 (AE) - O ex-técnico da seleção brasileira Flávio Costa foi sepultado hoje no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio, sob aplausos de velhos amigos e torcedores de Vasco e Flamengo, seus ex-clubes.
Flávio comandou a seleção entre 1944 e 1950, tornando-se campeão sul-americano em 1949 e vice-campeão mundial em 1950, na final histórica no Maracanã, em que o Brasil perdeu para o Uruguai por 2 a 1.
Vítima de aneurisma abdominal, Flávio morreu aos 93 anos, na noite de segunda-feira, na Policlínica de Botafogo, onde estava internado desde a semana passada. Seu corpo foi velado na sede do Flamengo, onde conquistou o título carioca em 1927, como jogador e os de 1939, 42, 43, 44 e 63, como treinador. "Ele era um exemplo de dignidade e sempre valorizou sua profissão", destacou o técnico Carlos Alberto Parreira.
No Vasco, Flávio também ganhou vários títulos - os do Campeonato Carioca de 1947, 49 e 50 - e teve o reconhecimento da torcida, de quem recebeu algumas homenagens por ter ajudado a montar o time que ficou conhecido como o expresso da vitória. "Tínhamos muito carinho e admiração por ele", disse o ex-jogador do América do Rio Edu Coimbra, em nome de toda sua família, e, em especial, de seu irmão Zico. "O Flávio era um craque em todos os sentidos."
Para o ex-campeão do mundo Carlos Alberto Torres, Flávio era um mestre, "pronto a dar sua opinião quando solicitado".
O ex-técnico nasceu em 14 de setembro de 1906, no Estácio, na zona norte do Rio, e iniciou sua carreira no Helênico, em 1924. No ano seguinte, foi para o Flamengo, onde permaneceu até 1934. Como técnico da seleção, disputou 56 partidas; venceu 36, empatou nove e perdeu 11 vezes.
O caixão de Flávio desceu à sepultura coberto por uma bandeira do Flamengo. O ex-treinador deixa uma filha, Elaine de Almeida Magalhães, e um neto, álvaro Magalhães.





