Aqui em Santa Cruz de La Sierra o Brasil está em casa. Como também esteve quando jogou em Rivera, na Copa América anterior, no Uruguai. Já no jogo de estréia, hoje à noite contra a Costa Rica, vamos ter uma imensa torcida do nosso lado. Em Santa Cruz, quem não é brasileiro é parente ou amigo de um brasileiro. Gente que só vai ficar do outro lado se o adversário for a Bolívia. E têm muitas pessoas apostando que esta será a final.
Bolívia brasileiraDE SANTA CRUZ DE LA SIERRA (BOLÍVIA)
Nada mudou
A bola já está correndo solta aqui na Bolívia, e os primeiros jogos mostram que não devemos ter uma Copa América de primorosa técnica. A própria ausência de alguns craques importantes dos países disputantes já diminui a chance de um brilho maior. Mas a ‘‘garra’’ americana está novamente presente, de forma intensa e, às vezes, até exagerada. Quando não dá na bola, vai no pau. É o velho estilo de jogar do nosso continente. Acho que isto nunca vai mudar. E não deve mesmo mudar. Seria uma profanação dos nossos costumes. Esta é a quinta Copa América que acompanho profissionalmente. Estive na Argentina, em 87, e comentei jogos do Brasil em 89, quando a competição foi disputada aí na nossa terra. Também fui ao Chile em 91 e ao Uruguai em 95. Mudou muito pouco. É o jeito sul-americano de jogar futebol. E é por causa deste jeito que o Brasil só ganha a Copa América quando joga em casa. Quem sabe quebramos esse velho tabu.



Brasil em casa

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