Flávio Campos - Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
OtimismoChegou o dia da grande decisão da Copa América e, independente do fator altitude, o coração dos brasileiros que estão aqui na Bolívia bate muito mais forte. Contra tudo e contra todos, a Seleção Brasileira entra em campo para tentar quebrar um dos mais velhos tabus do futebol sul-americano, já que nunca conquistamos a Copa América fora de casa. Estive na Argentina (87), no Chile (93) e no Uruguai (95), mas não vi o Brasil ganhar o título. Acho que pode ser hoje. Temos mais time e isso ficou provado ao longo da competição. Se tivermos uma partida normal, o Brasil ganha com sobras. O segundo lugar está bom demais para os bolivianos. Mas as dúvidas em torno de uma possível anormalidade é que assustam. A arbitragem do paraguaio Epifânio Gonzalez levou a Bolívia a esta final. Brincam até que Epifânio apitou de luvas para não deixar impressões digitais. O uruguaio Jorge Nieves, que apita hoje, me parece mais confiável. Mas é sempre bom confiar desconfiando. E a tal altitude será tão poderosa?





