Flávio Campos - Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
Pelo futebol mostrado até agora, o Paraguai não deveria estar preocupando os brasileiros. Mas está. Vejo muitos jornalistas patrícios temendo uma eliminação na partida de amanhã. Particularmente, acho que o Brasil passa por mais esta, mas com novas dificuldades. Entra Zé Maria no lugar da Cafu, que não foi bem contra os colombianos. O Paraguai de Carpegiani, Chilavert, Arce, Gamarra e Acunha é melhor do que qualquer dos três adversários que enfrentamos até aqui. Mas é um velho freguês nosso.
O gol 2.000A classificação, com 100 por cento de aproveitamento, valeu. Mas ninguém ficou satisfeito com o futebol apresentado pelo Brasil na primeira fase da Copa América, encerrada anteontem com a vitória de 2 x 0 sobre a Colômbia. Um dia, é Djalminha que não joga nada; no outro, é Célio Silva que entrega o ouro a todo o instante; e desta vez, foram Ronaldinho e Romário, que simplesmente resolveram não jogar contra os colombianos. Garanto que os dois saíram com o mesmo peso que entraram em campo, porque não correram, sendo amplamente dominados pela zaga adversária, que não era tão boa assim. Não dá para apostar na nossa Seleção, lamentavelmente. Seu comportamento é parecido com o apresentado na Copa América anterior, em 95, no Uruguai, quando nos arrastamos até a final e aí entregamos o título para os donos da casa. Se as coisas não mudarem - eu acho difícil que mudem - esta história pode se repetir.O Paraguai





