Uma goleada de 7 x 0 não significa obrigatoriamente que uma equipe está com tudo. No caso deste jogo de anteontem é preciso destacar dois aspectos: o Brasil joga muito bem e o Peru não joga nada. O resultado não poderia ser outro. Ganhamos de 7 como poderíamos ter ganho de 10 ou 12, porque os peruanos apenas assistiram ao Brasil jogar. Literalmente tremeram, como bem mostrou a falha de Reyna, logo no primeiro minuto, dando o gol de presente a Denílson. Mas o Brasil teve méritos. Soube explorar a fragilidade do adversário e, pelo menos do meio para trás, jogou com absoluta seriedade. A defesa e o goleiro Taffarel pareciam decididos a não sofrer mais gols nesta semifinal. Jogaram de maneira compenetrada do primeiro ao último minuto. Sem dar a mínima chance ao adversário. A defensiva brasileira teve a postura de tetracampeão mundial. E o meio-campo, também. Só o ataque andou exagerando nos toques, e aí se inclui Denílson, muito eficiente, mas extremamente individualista. Já a dupla Ro-Ro está mesmo em boa forma. Não se explica que um artilheiro como Ronaldinho não faça um gol sequer numa goleada de 7 x 0.
A baixaO goleada brasileira sobre o Peru foi o susto que os bolivianos precisavam tomar antes da esperada final de amanhã. Se os brasileiros estavam preocupados com o fantasma da altitude, muito mais preocupados estão agora os bolivianos, com a chuva de gols que o time de Zagalo fez despencar no Estádio Ramón Aguillera. A maior parte dos jogadores da Bolívia certamente não dormiu, pensando no confronto com os tetracampeões mundiais. E o nervosismo deles tende a aumentar, à medida que se aproxima a hora do jogo decisivo. Já não se fala tanto em altitude, depois desta histórica semifinal marcada por uma grande goleada. O futebol brasileiro parece ser mais forte do que esta arma que a Seleção Boliviana usa com tanta deslealdade.A goleada

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