Flávio Campos - De Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)
Mas nem uma vitória como esta pode mascarar os problemas e as deficiências do time brasileiro. A zaga Célio Silva/Aldair não pode ser novamente escalada. Os dois são bons jogadores, todos sabemos, mas não podem jogar juntos. Talvez por uma questão de estilo. Não há casamento entre os dois. Aliás, protestei nesta coluna quando Zagalo anunciou que Gonçalves não jogaria. Zagalo errou, como eu errei ao afirmar, na Rádio Paiquerê e na TV Mix, por ocasião da convocação dessa Seleção, que Denilson ainda era muito imaturo para a Seleção numa Copa América. Anteontem, ele mostrou que está pronto para jogar na Copa América, mas também na Copa do Mundo do ano que vem. Sua entrada foi fundamental. Depois de Dunga, o grande comandante da virada, Denilson foi o jogador mais importante do Brasil contra o México. Djalminha, assim como Giovanni, não tem espírito de Seleção.
Dia felizÉ assim que os jornais bolivianos consideram a partida disputada anteontem no Estádio Ramón Aguillera, na grande virada brasileira em cima dos mexicanos. Foi mesmo o melhor jogo desta Copa América, até aqui. Para os veteranos desta competição, como eu, cada edição teve um jogo que a gente não esquece. Como, por exemplo, uma vitória do Brasil sobre o Equador, em Vi¤a Del Mar (Chile), em 1991, com Luiz Henrique marcando, no último minuto, o gol que nos garantiu a classificação. Ou aquela partida com a Argentina, em 96 no Uruguai, quando Túlio marcou um gol com a mão e o árbitro validou o lance, para desespero dos argentinos. Desta vez, o jogo inesquecível provavelmente será mesmo este. Uma virada como esta não ocorre todo dia. E quem ganha um jogo assim, não merece mais perder.Problemas





