Flamengo vence Vasco e conquista Taça Guanabara
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sábado, 17 de abril de 1999
Por Silvio Barsetti 
Rio, 18 (AE) - Graças ao futebol genial de Romário, o Flamengo superou o Vasco por 2 a 1 e conquistou hoje o título da Taça Guanabara - o primeiro turno do Campeonato Carioca. Romário fez o segundo gol da partida, num belo lance, e foi o responsável pelo desequilíbrio tático e técnico da decisão. Ele deu passes precisos, desarrumou a defesa do Vasco, voltou para o meio-de-campo para ajudar na marcação e comportou-se como líder ao reclamar asperamente da desatenção de outros jogadores do time. No final, aplaudido de pé pelos rubro-negros, Romário afirmou: "Estou na melhor fase de minha vida." O Flamengo começou avassalador e surpreendeu o Vasco logo aos 6 minutos, num chute forte e bem colocado de Athirson, após receber um passe de Iranildo. O goleiro Carlos Germano não teve como evitar o gol. Desde o início, o Vasco preocupava-se em anular Romário - o volante Nasa ficou encarregado de marcar o artilheiro do campeonato e o não deixava tocar na bola - e pensava que assim impediria as jogadas de ataque do Flamengo. O primeiro gol deixou o time do Vasco muito nervoso e desarticulado. Pouco depois, quando Beto desperdiçou boa oportunidade, o técnico Antônio Lopes desceu do setor das cabines do Maracanã para acompanhar o jogo no campo. Ele tem o hábito de assistir ao primeiro tempo dos jogos do Vasco numa parte mais alta do estádio. Mas a decisão de Lopes não resolveu os problemas do Vasco. Aos 19 minutos, Iranildo fez um ótimo lançamento para Romário. Nasa, distraído, deu espaço para o artilheiro dominar a bola e, numa arrancada que fez lembrar sua memorável participação na Copa dos Estados Unidos, Romário livrou-se do marcador, entrou na área e chutou cruzado, de esquerda. Carlos Germano, mais uma vez, não pôde fazer nada. Com 2 a 0, o Flamengo passou a jogar nos contra-ataques, tentando aproveitar-se do desespero do Vasco. O time de Lopes melhorou a partir dos 25 minutos e criou várias chances. Juninho e Luizão estiveram por marcar. O lateral Felipe, mesmo sem muita inspiração, deslocava-se para a direita com o objetivo de confundir a marcação do Flamengo. Aos 33 minutos, em jogada que nasceu de um córner cobrado da esquerda por Ramon, o zagueiro Odvan deu um salto e cabeceou a bola para fazer o único gol do Vasco. Incentivado pela torcida, o time parecia ter reencontrado o futebol técnico e aplicado, que o consagrou ano passado com a conquista da Taça Libertadores da América. Nos últimos minutos da etapa inicial, Clemer foi o nome do jogo e evitou três gols em cabeçada de Luizão e chutes de Juninho e Donizete. O Vasco, como era esperado, voltou para o segundo tempo buscando o ataque com rapidez. Ramon e Mauro Galvão, de cabeça, obrigaram Clemer novamente a fazer boas defesas, em dois lances seguidos. O Flamengo continuava apostando nos contra-ataques. Iranildo não soube aproveitar um deles e a torcida do Flamengo pediu a presença de Caio, no que foi atendida pelo técnico Carlinhos. Romário, sempre arisco, dava o tom da partida, com seus toques inteligentes e precisos. Nasa, já sem fôlego, não conseguia mais pará-lo. O Vasco, com garra, buscou o empate, mas esbarrou no também aguerrido time do Flamengo. Ficha técnica: Vasco: Carlos Germano; Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Paulo Miranda, Nasa, Juninho e Ramon (Vagner); Donizete e Luizão (Guilherme). Técnico: Antônio Lopes. Flamengo: Clemer; Fábio Baiano, Luis Alberto, Fabão e Athirson; Jorginho, Vagner (Rodrigo Mendes), Beto e Iranildo (Caio); Leandro (Fabiano) e Romário. Técnico: Carlinhos. Juiz - Cláudio Vinícius Cerdeira. Cartões Amarelos: Odvan, Felipe, Nasa, Luizão, Guilherme, Fábio Baiano, Vagner (Fla) e Leandro. Cartões vermelhos: Zé Maria e Luís Alberto. Renda: não divulgada. Público pagante: 96.681 pessoas. Local: Maracanã.


