Rio de Janeiro - O Flamengo jogou com um a menos desde o primeiro tempo, segurou o Corinthians e garantiu vaga na final da Copa do Brasil com o empate por 0 a 0 neste domingo (20). A partida aconteceu na Neo Química Arena e teve Bruno Henrique fora desde os 27 minutos.

O primeiro jogo foi 1 a 0 para o Flamengo. Alex Sandro marcou o gol da equipe no Maracanã. A final será contra o Atlético-MG. O Galo bateu o Vasco e avançou. A decisão será nos dias 3 e 10 de novembro e os mandos ainda serão sorteados pela CBF.

Os dois times voltam a jogar na próxima semana. O Corinthians encara o Racing no jogo de ida da semifinal da Sul-Americana. O jogo é na quinta, às 21h30, na Neo Química Arena. O Flamengo joga somente no sábado (26) contra o Juventude, às 19h, no Maracanã. O Corinthians teve recorde de público no ano na Arena. Foram mais de 46 mil presentes.

O Corinthians foi melhor no primeiro tempo, mas não conseguiu reverter em chances perigosas. A equipe até teve chegadas interessantes, mas finalizou pouco e deu alguns espaços defensivos. Com um a mais, o Timão tentou pressionar nos minutos finais, mas não conseguiu balançar a rede. Quem chegou ao gol ainda no início foi o Fla, mas Alex Sandro estava impedido na jogada.

O Flamengo não chegou nem perto do bom jogo que fez no Maracanã. Dominado no início, o time até melhorou ao ficar mais tempo com a posse de bola e apostar nas saídas em velocidade, mas a expulsão de Bruno Henrique aos 27 minutos acabou com qualquer esperança na primeira etapa. Filipe Luís ainda decidiu abrir mão de Gabigol para colocar Fabrício Bruno, deixando o time sem nenhum atacante. O Rubro-negro conseguiu se segurar até o intervalo com o meio-campo mais povoado e fazendo o tempo passar. O Fla ainda reclamou de uma não expulsão de Gustavo Henrique em lance com Arrascaeta.

O Fla perdeu De la Cruz logo aos sete minutos do segundo tempo. O uruguaio saiu chorando após sentir a coxa. Alcaraz foi a opção de Filipe Luís, que também optou por voltar com Ayrton Lucas na vaga de Alex Sandro. A postura em campo foi de se segurar como dava, fechando ao máximo os espaços, mas ainda sofrendo com a pressão e chegando pouco. Wesley foi quem apareceu melhor.

O Corinthians fez todas as alterações antes dos 30 minutos para tentar retomar o controle do meio e chegar melhor, mas não adiantou. Rossi foi obrigado a fazer pelo menos uma grande defesa e a equipe pressionou muito na segunda etapa, mas teve dificuldades de fazer valer a vantagem numérica. No fim, nada saiu como esperado pelo técnico Ramón Díaz e o 0 a 0 se manteve.

O "clima hostil" prometido pelos corintianos se materializou em episódios de violência. A tensão esteve no ar da Neo Química Arena, mas também espalhada por São Paulo antes do confronto.

Torcedores flamenguistas relataram emboscada a uma caravana na Rodovia Presidente Dutra. Houve também um ataque a pedradas na chegada de uma van, que transportava rubro-negros de Campinas ao estádio.

O policiamento foi reforçado, com Tropa de Choque e cavalaria. Até o momento, não houve confirmação da PM sobre feridos nos incidentes, mas pessoas que estariam envolvidas nos episódios foram identificadas ao tentarem entrar na Arena.

Foi sob gritos de "hoje é guerra" e "o Corinthians veio para vencer, e o Flamengo 'se f....'" que o elenco rubro-negro foi recebido no campo. Houve resposta do lado visitante, que lotou a área reservada, quando provocado pelos donos da casa.

Porém, o barulho da torcida corintiana foi ensurdecedor durante os 90 minutos de partida. Os rubro-negros também lotaram o setor visitante.

A arbitragem recebeu incontáveis vaias, principalmente enquanto o VAR analisava o impedimento no gol de Alex Sandro, ainda no primeiro tempo.

EM SÃO PAULO

Corinthians 0

Hugo Souza; Matheuzinho (Giovane), André Ramalho, Gustavo Henrique (Félix Torres) e Matheus Bidu; José Martínez (Carrillo), Charles (Coronado) e Rodrigo Garro; Talles Magno (Pedro Henrique), Romero e Yuri Alberto. Técnico: Ramón Díaz

Flamengo 0

Rossi; Wesley, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Erick Pulgar, De la Cruz (Alcaraz), Gerson e Arrascaeta (Plata); Gabigol (Fabrício Bruno) e Bruno Henrique. Técnico: Filipe Luís

Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)

Estádio: Neo Química Arena

Público: 46.426 pagantes

Renda: R$ 3.023.876,00

Expulsão: Bruno Henrique

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