Rio, 24 (AE) - O presidente do Flamengo, Edmundo dos Santos Silva, está reestruturando o clube para que ele passe a funcionar como uma empresa, independentemente da associação à International Sports Licence (ISL).
Baseado em estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), o dirigente está cortando custos para tornar o Flamengo lucrativo.
"Estamos dinamizando o clube, que pode funcionar com uma estrutura menor do que a atual", contou. Até agora, Edmundo extinguiu dez vice-presidências e as sete restantes também estão ameaçadas. "Quando acabamos com um setor, economizamos com toda uma estrutura, que conta com secretárias, contínuos e auxiliares." O dirigente não descarta a hipótese da demissão de funcionários, mas disse que essa será a sua última alternativa.
Além dos cortes, outro aspecto que demonstra a intenção de Edmundo de tornar o Flamengo um empresa moderna são os seus executivos. Bem remunerados, eles passam por cursos de especialização em administração esportiva. "Os executivos do clube têm ido a feiras no exterior e realizado encontros para se aprimorar", observou.
As mudanças no Flamengo devem durar mais dois meses, quando Edmundo acredita que o clube estará funcionando como uma empresa. Ao final, o processo de reestruturação vai demorar quatro meses. "Preferimos fazer as alterações na diretoria ao mesmo tempo que a FGV nos orientava", afirmou.
Em relação ao futebol, Edmundo confirmou que vai ocupar interinamente a vice-presidência do setor. "Por enquanto, não vou substituir o Cacau", disse, referindo-se a Luís Carlos Medeiros, que pediu demissão do cargo. Substituto de Gilmar Rinaldi na Superintendência de Futebol, Renê Simões vai estar mais ligado ao campo. "Ainda vamos contratar um supervisor, que estará subordinado ao Renê."
Para o presidente do Flamengo, as alterações na diretoria do clube têm influência direta sobre o rendimento do time. "O atleta joga mais tranquilo quando se sente seguro dentro de uma estrutura", afirmou.

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