Flamengo quer contar com Ronaldinho Gaúcho
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Das agências 
Rio - O sonho de 2009 ganhou uma nova roupagem. Assim como fizera logo após o título estadual do ano passado, o Flamengo aguça o olhar sobre Ronaldinho Gaúcho. Só que há, de antemão, um pré-requisito: o jogador não pode ser convocado para a Copa do Mundo.
Desde a campanha à presidência, Patrícia Amorim alimenta o sonho, mas sem explaná-lo publicamente. Marcos Braz também encampou a ideia. Foram deles os primeiros contatos - superficiais, é verdade - com o irmão e empresário do jogador, Assis.
No ano passado, um emissário rubro-negro chegou a viajar à Europa em busca de dinheiro para a empreitada. Desta vez, a situação passa, principalmente, pela decisão de Dunga. Se Ronaldinho estiver na lista do Mundial da África do Sul o projeto será arquivado. De novo.
Caso contrário, a diretoria crê que terá argumentos necessários para realizar a operação e trazê-lo do Milan. Ronaldinho nutre desejo antigo de jogar no Flamengo, tem apartamento no Rio e, sem a Copa, perderia a motivação para permanecer na Europa.
O clube considera fundamental investir na contratação de um ídolo de grande quilate para o segundo semestre, pois sabe que manter o Império do Amor é quase impossível. Vagner Love retorna ao CSKA em julho, e Adriano deve rumar para a Europa.
Com o grupo da seleção brasileira quase fechado e com poucas chances com Dunga, o goleiro Bruno, do Flamengo, viu outra possibilidade de disputar a Copa do Mundo da África do Sul acabar. A avó materna do jogador é portuguesa, e Bruno poderia tentar se naturalizar para disputar o Mundial de 2010. No entanto, o treinador da seleção lusa, Carlos Queiroz, negou que tenha cogitado convocar o goleiro.
Em comunicado oficial emitido ontem pela Federação Portuguesa de Futebol, o técnico disse querer evitar especulações e assegurou que nunca viu Bruno jogar, porque o goleiro não tem o primeiro requisito para entrar na lista dos atletas disponíveis para convocação: a nacionalidade portuguesa adquirida nos termos da lei.
No entanto, a Federação reconhece que recebeu informações sobre o brasileiro, ''que expressou publicamente sua disposição em adquirir a nacionalidade lusa''. O goleiro, de 25 anos, teria dito que Queiroz havia entrado em contato com pessoas que gerem a sua carreira para saber quais eram as possibilidades de aceitar o convite de Portugal.
O desejo de Bruno defender a seleção brasileira surgiu após ele defender dois pênaltis de Dodô no clássico contra o Vasco. Para ele, jogar bem em seu clube poderia chamar atenção de Dunga. ''É um sonho e sei que minha hora vai chegar. É só ter paciência e continuar trabalhando bastante.''


