Rio - A diretoria do Flamengo protestou ontem contra as condições enfrentadas pelo time na quarta à noite, durante o empate contra o Real Potosí, por 2 a 2, pela primeira rodada da Copa Libertadores da América. O jogo aconteceu na cidade de Potosí, na Bolívia, que fica a quase quatro mil metros de altitude, fazendo com que vários jogadores passassem mal até mesmo dentro de campo.
A maioria dos jogadores do Flamengo passou mal durante a partida, mas os piores casos foram do goleiro Bruno, do meia Renato Augusto e do zagueiro Moisés, que tiveram que usar o cilindro de oxigênio que ficou no banco de reservas do Estádio Municipal de Potosí. Apesar disso, o time carioca arrancou um importante empate, depois de estar perdendo por 2 a 0.
Mas, diante desse quadro, a diretoria do Flamengo divulgou um comunicado oficial ontem para reclamar das condições enfrentadas na Bolívia e prometendo que não aceitará mais jogar em locais com tamanha altitude. ''A prática esportiva, em condições não recomendadas pela medicina, faz do esforço físico um ato bárbaro, degrada a condição humana e coloca em risco a vida dos atletas'', explicou o presidente do Flamengo, Márcio Braga, em nota oficial. ''Não proibir jogos nessas condições é o mesmo que ser conivente com a dopagem.''
Braga afirmou que o protesto irá além de mera reclamação pública. ''Comunicaremos a CBF, a Confederação Sul-Americana (Conmebol) e a Fifa que não compareceremos aos jogos em altitude superior aos limites recomendados pela medicina esportiva'', avisou o presidente do Flamengo.
Depois do empate com o Real Potosí na Bolívia, o Flamengo voltou ao Rio na noite de ontem e retoma os treinos hoje. Mas terá pouco tempo para se recuperar, já que tem jogo decisivo amanhã: precisa pelo menos empatar com o Madureira, fora de casa, para garantir vaga na semifinal da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Já na Libertadores, o Flamengo voltará a jogar na próxima quarta-feira, contra o Unión Maracaibo, da Venezuela, no Maracanã.

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