só quis manifestar minha opinião." Silva disse que não vai admitir que jogadores façam "propaganda política" com o uniforme do clube. "Foi uma demonstração de que ele está atento aos problemas do País, mas manifestações como essa são individuais, e não do Flamengo", disse. "Ele tem todo o direito de fazer isso fora de campo, mas dentro não pode, porque senão vai virar comício." O estatuto do Flamengo proíbe a vinculação da imagem do clube a mensagens políticas, religiosas ou comerciais - nesse caso, excetuando-se os patrocinadores oficiais (Petrobrás e Umbro), que já teriam criticado o episódio junto à diretoria do clube. O dirigente disse, porém, que não pretende impor sanções a Romário. "Ele é uma liderança na área esportiva, mandou seu recado, mas não pode e não vai mais fazer isso."Por Felipe Werneck Rio de Janeiro, 06 (AE) - O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, foi hoje à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para explicar pessoalmente à Comissão Disciplinar da entidade a suposta propaganda política feita pelo atacante Romário durante a comemoração de seus dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, no sábado, quando o jogador exibiu camisetas com frases de apoio ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Silva afirmou que o fato - proibido pelo estatuto do clube - não vai se repetir e disse que enviaria também à Fifa pedido formal de desculpas pelo episódio, apesar de a entidade ter anunciado, pela manhã, que "não vê razões para intervir no caso". "Trata-se de uma competição nacional e a Fifa não tem competência nisso", declarou à agência alemã DPA o assessor de Imprensa da Fifa, Andreas Herren, que destacou, porém, o caráter apolítico do futebol como princípio da entidade. No jogo de sábado, Romário comemorou os dois gols mostrando camisetas que vestia por baixo da camisa do clube com as frases "FHC: eu e muitos estamos com você" e "FHC: seguimos acreditando", escritas em vermelho e preto. A prática de mostrar camisetas com mensagens - geralmente de contexto social - tem sido comum nas comemorações do artilheiro, mas no jogo contra o time paulista foi a primeira vez que ele utilizou frases com conotação política referente a uma pessoa específica - no caso, o presidente da República, que enfrenta uma de suas piores crises de popularidade: 52% da população brasileira considera sua administração ruim ou péssima, de acordo com o Ibope. Recentemente, o jogador recebeu o apoio do ministro de Esportes e Turismo, Rafael Greca, para seu projeto de assistência a crianças carentes, o Projeto Romarinho. O atacante também estaria cotado para participar da promoção do plano de desenvolvimento do esporte preparado pelo Governo Federal. Romário, que se diz "fã de Fernando Henrique", afirmou que vai acatar a decisão do presidente do clube: "Proibiu está proibido

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