Rio - A nova diretoria do Flamengo, empossada na noite da última quinta-feira, começou a anunciar decisões importantes para o próximo ano. Apesar de só assumir efetivamente o comando a partir do dia 2 de janeiro, os dirigentes anteciparam resoluções que têm como meta enxugar a folha salarial e iniciar o processo de reajuste financeiro e fiscal do clube.
Nesta sexta-feira, por exemplo, o novo vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa, comunicou que os contratos de Cesar Cielo e dos demais nadadores de elite do clube, entre eles Joanna Maranhão e Nicholas Santos, não serão renovados.
Maior nadador da história do Brasil, Cesar Cielo tinha contrato anual com o clube e recebia em torno de R$ 100 mil mensais. A contratação dele fez parte da estratégia de formação de uma forte equipe de natação, um dos maiores orgulhos da ex-presidente Patricia Amorim, que foi nadadora. Mas os atletas não recebiam há três meses.
Segundo Alexandre Póvoa, não fazia sentido ter uma equipe de natação que não treinava no clube. O seu principal objetivo será tornar todos os esportes do Flamengo autossustentáveis. ''Vamos dar um prazo de um ano para que eles tentem se tornar autossustentáveis. A nossa prioridade hoje é reconstruir o parque aquático e resolvemos priorizar o investimento na base, para, quem sabe, em 2014 trazer esses atletas de volta com o clube mais estruturado'', argumentou o vice-presidente.

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