Rio de Janeiro - Após a inédita decisão do impeachment do presidente Edmundo dos Santos Silva, o Flamengo, com grave déficit financeiro orçado em R$ 157 milhões , vai passar por período de estagnação, segundo o presidente interino Gilberto Cardoso Filho. O dirigente afirmou que tentará administrar o clube da ''melhor maneira possível'', até a eleição do novo presidente, prevista para, no máximo, 60 dias. Já Silva entrou na Justiça Comum para retornar ao cargo.
''Quero recuperar a minha dignidade e, por isso, vou para a Justiça'', disse Silva. ''Assim que tiver o direito de reassumir, convoco novas eleições. Hoje sou um ex-homem do futebol.''
Silva condenou a atitude de seus opositores e afirmou que cerca de R$ 300 mil foram gastos para garantir a presença dos conselheiros do clube na sessão que cassou seu mandato, segunda-feira. Citou o pagamento de vans e ônibus para o transporte dos eleitores.
O presidente afastado refutou todas as acusações feitas contra ele e confessou que seu maior erro foi o de não ter formado uma base política. Atacou os adversários e considerou que por ser um ''homem de bem'' foi prejudicado. ''Nunca fui candidato a deputado ou ao cargo de secretário de Esporte. É para isso que eles usam o Flamengo'', disse. ''Como não cedi a eles (oposição), fui cassado.''
O valor de R$ 200 milhões em dívidas do Flamengo foi contestado por Silva. O dirigente afirmou ter uma prestação de contas pronta, auditada por uma empresa, onde consta o valor de R$ 157 milhões. Lembrou que ao assumir, herdou uma dívida de US$ 87 milhões.
Como novo presidente do Flamengo, Gilberto Filho disse não ter um plano político para sua gestão. O dirigente ratificou os números apresentados por Silva e explicou que seu dever será o de administrar os problemas.

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