Rio - O ano acabou para o Flamengo. O título improvável da Copa do Brasil, obtido na última quarta-feira, com triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense, encerrou uma temporada que prometia ser de penúria em campo. Foi o típico caso em que a camisa e o apoio de uma torcida participativa pesaram e, de imediato, o time rubro-negro começa a projetar um 2014 de voos maiores.
A quinta foi um dia de comemoração, de curtir a festa das ruas, de sair de casa devidamente uniformizado e de celebrar os heróis inusitados de uma equipe sem estrelas, mas de muito brilho. Mas o planejamento para a próxima temporada começa agora. Nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, os reservas deverão cumprir tabela contra o Vitória, em Salvador, neste domingo, e contra o Cruzeiro, no Maracanã, no encerramento do ano.
Os titulares vão ganhar férias antecipadas, a fim de terem mais tempo de descanso e preparação para a disputa da Copa Libertadores, para a qual o Flamengo se classificou com a conquista sobre os paranaenses.
A diretoria promete mais investimentos, apesar do rigor orçamentário.
Um elenco mais forte será dado ao técnico Jayme de Almeida para que possa entrar em pé de igualdade com outras forças como Cruzeiro e Atlético Mineiro, mas loucuras não serão feitas. "Tivemos apenas uma reunião sobre reforços e planejamento para o ano que vem. Mas estávamos ainda na disputa da final. Agora vamos sentar com calma", comentou o treinador, após a confirmação do título. "Temos necessidades óbvias em algumas posições. Todo elenco pode se fortalecer, mas não fiz nenhuma exigência de reforços de peso".
A permanência de Jayme de Almeida está alinhavada, mas precisa ser definida. O antigo auxiliar diz que não pedirá um aumento salarial absurdo, mas destaca que ainda vai se sentar para selar um novo contrato com o clube. De concreto, apenas a certeza de que a Copa do Brasil deixou os cofres rubro-negros mais robustos. A receita anual do clube deve passar dos R$ 250 milhões em 2013 como consequência.
De imediato, entram na conta da Gávea quase R$ 5 milhões líquidos da renda de quase R$ 10 milhões da final no Maracanã. A CBF paga outros R$ 3 milhões como prêmio ao campeão e, ao longo de toda a campanha na competição, o torcedor rubro-negro ajudou financiar a folha salarial. A média de público do Flamengo na Copa do Brasil beirou os 60 mil. O sócio-torcedor terá um boom considerável, o que vai aumentar também a capacidade de investimento.
Mas tudo isso é conversa para as próximas semanas. A ordem, agora, é comemorar uma caminhada vitoriosa que a maioria não projetava. Até o Campeonato Carioca de 2014, o Rio de Janeiro é rubro-negro.

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