Rio - O Flamengo ignorou a convocação do Procon do Rio para reunião ontem e o caso dos preços dos ingressos para final da Copa do Brasil virou caso de polícia.
O órgão de fiscalização representou contra o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Melo, por crime de desobediência na Delegacia do Consumidor.
Fiscais do Procon foram ao clube em busca de documentos solicitados pelo órgão, mas não entregue. O diretor executivo de administração, Marcelo Helman, se recusou a entregar os papéis e a Polícia Militar foi chamada para levá-lo para a delegacia.
"O Flamengo quer ganhar por WO, mas não vai", disse a secretária de Defesa do Consumidor, Cidinha Campos.
O Procon já protocolou ação civil pública contra o Flamengo para bloquear a renda do jogo para ressarcir os torcedores, caso o preço seja considerada abusivo. O documento sugere um aumento de até 30% em relação ao cobrado na semifinal.
O preço do ingresso para a final no Maracanã, no dia 27, varia de R$ 250 a R$ 800, quase o triplo do cobrado na semifinal contra o Goiás.
O Flamengo não foi à reunião alegando compromissos já agendados. E não enviou nenhum representante para o encontro marcado pelo Procon. Terça-feira à noite, o clube antecipou a venda para todos os sócios-torcedores para as 10 horas de ontem, antes do encontro com o Procon. "Isso agrava a situação por se tratar de má fé", disse Campos.

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