Rio, 27 (AE) - O jogador Oscar Schmidt, maior cestinha brasileiro, foi recebido hoje com uma grande festa por torcedores do Flamengo no Aeroporto Internacional do Rio e, depois, na Gávea, sede do clube, onde também recebeu a homenagem dos ídolos rubro-negros Zico, Romário e Algodão, ex-jogador de basquete, campeão mundial em 1959.
"Não sei ainda o que é estar na quadra pelo Flamengo, mas estou muito orgulhoso porque vou ter uma das melhores torcidas do País, e nunca recebi uma festa como essa de hoje em toda minha vida", disse Oscar, que chegou vestindo a camisa 11, de Romário. O artilheiro retribuiu dando boas vindas para "o melhor jogador de nosso basquete".
"O Flamengo, que está depositando sua confiança em mim, pode ter a certeza de que, agora, tem uma grande equipe de basquete, que vai disputar para ganhar", garantiu o cestinha.
Segundo Oscar, o fato de o contrato assinado hoje ser de três anos foi decisivo para sua escolha de trocar São Paulo pelo Rio. "Agora posso planejar minha vida", disse o jogador, que, aos 41 anos, pretende jogar até os 50.
PROJETO - O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva
aproveitou a ocasião para anunciar um aumento de R$ 700 mil no orçamento do clube para o basquete, que este ano será de R$ 2,5 milhões. A comissão técnica está programando um amistoso para a estréia de Oscar no time.
"O projeto é ambicioso, mas o Flamengo não queria apenas um grande time, e sim o melhor time do País, que vai se tornar, aos poucos, um dos maiores do mundo.", disse Silva. "Queremos subir ao pódio mais alto possível, por isso chamamos um comandante."
Uma das idéias de Oscar, que também vai coordenar a categoria de base do basquete rubro-negro, é a criação de clínicas, que deverão ocorrer um vez por mês. "Vou acompanhar de perto esse trabalho e quero aproximar a molecada do time principal, dando mais estímulo para o desenvolvimento do esporte."
DUELO - Torcedor do time norte-americano Los Angeles Lakers, Oscar disse estar com "muita expectativa" para disputar com o Vasco, atual campeão sul-americano, o Campeonato Carioca, que começa no fim de agosto. "A rivalidade é sempre boa para o esporte, e sinto bons fluidos para esse duelo." O cestinha tem um sonho: jogar a final do torneio no Maracanã, para um público de mais de 50 mil pessoas.
Ele não pensa, hoje, em voltar à política. "Depois de minha candidatura (ao Senado, no ano passado) comecei a dar ainda mais valor ao que faço, que é jogar basquete." O cestinha saiu do clube à procura de um apartamento na zona sul da cidade, mas disse que a família vai ficar pelo menos até o fim do ano em São Paulo.
Hoje, na Gávea, também foram apresentados o novo técnico do time, Claudio Mortari, e outros quatro jogadores: os armadores Robin Davis e Duda, o ala Paulinho Villas-Boas e o pivô Josuel, todos do Mackenzie, equipe eliminada pelo Marathon/Franca nas semifinais do Campeonato Nacional.
Na apresentação, Oscar recebeu sua camisa 14 do ex-jogador Algodão, Romário entregou para Josuel e Zico, para o armador Caio. O cestinha entregou uma bola de basquete para Romário, que lhe deu uma de futebol. Oscar ainda tentou, sem sucesso, fazer algumas embaixadinhas.

mockup