O Flamengo encerrou a temporada 2025 do futebol brasileiro como o principal vencedor do ano, apesar de ter ficado com o vice-campeonato intercontinental ao ser derrotado pelo Paris Saint-Germain nos pênaltis. Em competições nacionais e continentais, o desempenho rubro-negro foi dominante.

O clube conquistou o Campeonato Carioca, mantendo a hegemonia estadual, além da Supercopa do Brasil, do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores da América, título garantido na final contra o Palmeiras. Com a conquista continental, o Flamengo tornou-se o primeiro clube brasileiro a alcançar o tetracampeonato da Libertadores.

Outro destaque da temporada foi o trabalho de Filipe Luís à frente da equipe. Reconhecido desde os tempos de jogador pelo conhecimento tático, o treinador viveu em 2025 seu primeiro ano completo no comando técnico e superou as expectativas, conduzindo o time a uma sequência de conquistas e consolidando-se rapidamente como um dos principais técnicos em atividade no país.

Além do torcedor rubro-negro, quem também terminou 2025 em festa foi o corintiano. Mesmo diante dos frequentes problemas financeiros e políticos ao longo da temporada, o clube encerrou o ano como campeão da Copa do Brasil, transformando um cenário que parecia de crise em motivo de celebração.

O Corinthians superou o Vasco na decisão, disputada em dois jogos, com o título sendo definido no Maracanã. A vitória por 2 a 1 teve gols de suas principais estrelas, Yuri Alberto e Memphis Depay, que garantiram a conquista alvinegra.

Com o título nacional e também campeão paulista, o Corinthians fecha 2025 como a segunda equipe que mais levantou troféus no ano, atrás apenas do Flamengo, algo que parecia improvável diante das turbulências extracampo vividas pelo clube.

Imagem ilustrativa da imagem Flamengo e Corinthians terminam 2025 como os vencedores do ano
| Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Os “perdedores” do ano

O Palmeiras encerrou a temporada de 2025 abaixo das expectativas criadas no início do ano. O clube realizou o maior investimento de sua história, com cerca de R$ 700 milhões em contratações, e apostou em competir diretamente com o Flamengo, novamente o time de maior orçamento do país. Ao final do ano, porém, o confronto direto não foi favorável ao lado palmeirense. O Verdão terminou a temporada sem conquistar títulos pela primeira vez desde o início da era Abel Ferreira, iniciada no segundo semestre de 2020.

No Campeonato Paulista, perdeu a decisão para o rival Corinthians, em uma final marcada pela derrota no jogo decisivo e pela penalidade desperdiçada por Raphael Veiga. Na Copa do Brasil, voltou a ser eliminado pelo Corinthians, com duas derrotas nas oitavas de final. Já na Libertadores e no Campeonato Brasileiro, esteve na disputa até as rodadas finais, mas acabou superado pelo Flamengo em ambas as competições. Na Copa do Mundo de Clubes, caiu nas quartas de final e foi o único representante brasileiro que não venceu uma equipe europeia no torneio.

Outro clube que terminou a temporada em baixa foi o Botafogo. Após viver o melhor ano de sua história em 2024, quando conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, a equipe carioca não conseguiu repetir o desempenho em 2025. O clube encerrou o ano sem títulos e ainda enfrenta incertezas em relação ao futuro de sua SAF, até então considerada um modelo de sucesso sob a gestão de John Textor, mas que pode passar por mudanças a partir de 2026.

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O São Paulo também fechou o ano em situação delicada. Distante das disputas por títulos, garantiu apenas uma vaga na Copa Sul-Americana e terminou o mês de dezembro envolvido em controvérsias relacionadas ao departamento médico e a integrantes da diretoria.

O Santos iniciou a temporada como uma das grandes expectativas de 2025, impulsionado pelo anúncio do retorno de Neymar ao futebol brasileiro. No entanto, o atacante teve participação limitada ao longo do ano por conta de lesões e só voltou a atuar de forma mais consistente na reta final, ajudando a equipe a evitar o rebaixamento à Série B. O Peixe encerrou a temporada com vaga na Copa Sul-Americana, mas abaixo do esperado.

Por fim, o Fortaleza, considerado nos últimos anos um exemplo de gestão e continuidade, com participações na Libertadores, teve um desfecho negativo em 2025. A equipe foi rebaixada à Série B após uma temporada marcada por instabilidade, que incluiu a demissão de Juan Pablo Vojvoda, a troca constante de treinadores e a queda confirmada ao lado do rival Ceará.

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As surpresas do ano

A principal surpresa de 2025 foi o Mirassol. Estreante na Série A, o clube realizou a melhor campanha de um novato na história dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro e terminou na quarta colocação, atrás apenas de Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro. Com isso, garantiu vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Com um orçamento compatível ao de clubes da Série B, o time do interior paulista apostou na combinação entre jogadores pouco conhecidos e atletas experientes em baixa no mercado. Um dos destaques foi o lateral-esquerdo Reinaldo, eleito o melhor da posição no Campeonato Brasileiro. O técnico Rafael Guanaes, escolhido como o melhor da competição, também ganhou projeção nacional e renovou contrato com o clube, apesar do interesse de outras equipes.

Outra surpresa da temporada foi o Fluminense. Embora não tenha conquistado títulos, o clube teve desempenho marcante na Copa do Mundo de Clubes da Fifa, na qual foi o brasileiro que chegou mais longe. Considerado azarão entre os representantes do país, o Tricolor superou o Al Hilal, da Arábia Saudita, e a Inter de Milão, vice-campeã europeia, no mata-mata, alcançando a semifinal e sendo eliminado apenas pelo Chelsea, que viria a conquistar o título mundial.

ACESSOS: LEC VOLTA À SÉRIE B

Fora da elite, a temporada 2025 marcou uma mudança de patamar para diversos clubes do futebol brasileiro, com acessos que redesenharam o cenário das competições nacionais.

Na Série D, o destaque foi o Barra-SC, campeão brasileiro da divisão. O clube de Itajaí (SC), que mantém parceria com o Hoffenheim, da Alemanha, agora pode ser visto como um projeto emergente e garantiu presença na Série C, ampliando sua projeção no cenário nacional. A competição também marcou o retorno do Santa Cruz às divisões superiores. Dono da maior torcida da Série D, o clube pernambucano levou públicos superiores a 40 mil torcedores em partidas disputadas no Arruda e na Arena Pernambuco e conquistou o acesso. Inter de Limeira e Maranhão completaram o grupo de clubes promovidos à Série C.

Na Série C, o Londrina garantiu o acesso à Série B ao lado de dois clubes tradicionais do futebol brasileiro: Ponte Preta, campeã nacional, e Náutico. Quem também assegurou a promoção foi o São Bernardo, que alcançou o maior feito de sua curta história, iniciada em 2004, ao chegar à segunda divisão.

Já na Série B, quatro clubes conquistaram o acesso à elite do futebol brasileiro. Coritiba e Athletico Paranaense, os dois representantes da capital paranaense, retornaram à Série A, com o Coritiba conquistando o título da competição e se tornando o maior campeão da Série B, com três conquistas, enquanto o Athletico terminou com o vice-campeonato. As outras duas histórias de destaque foram Chapecoense e Remo. O clube catarinense assegurou o acesso mesmo contando com uma das menores folhas salariais da divisão. Já o Remo completou uma ascensão meteórica, subindo da Série C para a Série B e, em seguida, à Série A, retornando à elite após 33 anos. A presença azulina também marcou a volta de um clube da região Norte à primeira divisão depois de 21 anos, desde a última participação do Paysandu.

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