Rio - O Flamengo deixou escapar, ontem, a chance de voltar à liderança do Campeonato Brasileiro ao empatar sem gols com o Botafogo, num clássico de muitas oportunidades desperdiçadas, disputado diante de mais de 30 mil pessoas, no Maracanã. Foi a quarta partida seguida sem vitória do time rubro-negro, agora com 28 pontos, um a menos que o líder Grêmio.
Se a torcida do Flamengo deixou o estádio lamentando a queda de rendimento da equipe, cada vez mais perceptível, a do Botafogo tem motivos para apostar num futuro melhor da equipe na competição. Desde a chegada do técnico Ney Franco, três semanas atrás, a equipe alvinegra subiu de produção e passou a apresentar um padrão de jogo mais consistente.
E foi por pouco que o Botafogo não venceu o clássico, principalmente pelas chances criadas no segundo tempo. Faltou pontaria a seus atacantes e sobrou sorte ao goleiro Diego, do Flamengo. No vaivém de ataques perigosos, o time rubro-negro também esteve perto de abrir o placar várias vezes. E também pecou pelos erros de seus goleadores. Obina, ídolo do clube, deixou o campo vaiado.
O Botafogo confirmou sua ascensão técnica com uma boa atuação. E o time foi mais impetuoso quando o atacante Gil entrou em campo, no segundo tempo, no lugar de Túlio. Ele ganhou todas as disputas de bola e deu muito trabalho à zaga adversária. Wellington Paulista, no auge da pressão, chutou uma bola na trave.
Mas o Flamengo teve a vitória ''nas mãos'' num lance em que o lateral-esquerdo Juan usou a cabeça para deslocar Castillo na pequena área. Mas a bola, teimosa, saiu de fininho e selou o 0 a 0. Um resultado bom para o Botafogo e duvidoso para o Flamengo. ''Estamos realmente atravessando um momento difícil'', reconheceu Juan, o único aplaudido pela torcida do vice-líder do Brasileiro.



NO RIO DE JANEIRO

Flamengo 0

Diego; Leonardo Moura, Fabio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Cristian, Jônatas (Kleberson) e Ibson; Maxi (Éder) e Obina.
Técnico: Caio Júnior

Botafogo 0

Castillo; Alessandro (Leandro Guerreiro), Renato Silva, André Luís e Triguinho; Diguinho, Túlio (Gil) e Zé Carlos (Lucio Flavio); Jorge Henrique, Carlos Alberto e Wellington Paulista. Técnico: Ney Franco

Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes (Fifa-SP)
Estádio: Maracanã
Público: 35.915 pagantes

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