Albari RosaRessaca pós-CopaLance de Atlético x Flamengo: público pequeno e poucos lances bonitos ontem no Estádio do Pinheirão A ressaca da Copa do Mundo e o mau tempo afugentaram o torcedor do Pinheirão, que ontem recebeu pouco mais de 3,8 mil pessoas para o amistoso entre Atlético e Flamengo, no jogo de entrega de faixas ao campeão paranaense. A desmotivação pareceu ter chegado também aos times, que fizeram um jogo sem graça, com poucos lances bonitos e que teve como ‘destaque’ o nervoso atleticano Renato, expulso ainda no primeiro tempo. No final, 1 a 0 para o Flamengo, gol de Iranildo - um placar burocrático como foi a partida.
Sem a estrela Romário, o Flamengo começou cauteloso, mas logo dominou o meio-campo. Nada, porém, que ameaçasse a defesa atleticana. Aos poucos o Atlético equilibrou o jogo e, depois de 12 minutos, chegou até a dominá-lo. Aos 14 minutos, no primeiro lance perigoso, Lucas roubou uma bola pela direita e tocou para Paulo Miranda, que obrigou Clêmer à primeira defesa. Logo depois, Edinho Baiano, que servia como ‘‘elemento surpresa’’ do Atlético, recebeu no meio-campo, avançou sem marcação e quase marcou.
O Atlético começou a perder o jogo um minuto depois, graças ao mau-humor de Renato. Ao dividir com Cleisson, ele agrediu o adversário, xingou e chutou a bola pela lateral. Foi expulso no ato, deixando o time com dez jogadores e o técnico Abel Braga com problemas para recompor a armação. Foi o que bastou para o Flamengo avançar mais seus laterais e o meio-campo e começar a criar situações de gol.
No segundo tempo, mesmo inferiorizado e prejudicado em suas avançadas, o Atlético até que conseguiu equilibrar o jogo. Houve lances de contra-ataque dos dois lados e os goleiros apareceram com boas defesas. O Flamengo, aos 31 minutos, aproveitou uma das bobeiras da defesa atleticana e fez o gol da vitória. Num ataque pela esquerda, a defesa bateu cabeça e, no final, Gustavo brincou e não marcou Iranildo, que vinha pelo meio. Ele teve tempo de dominar, girar o corpo e chutar de pé esquerdo, já dentro da área, no canto direito do goleiro Flávio.
O gol serviu como uma ducha fria nas pretensões do Atlético, que, aos poucos, foi se conformando com o resultado. O grande número de substituições, nos dois times, ajudou a descaracterizar o que ainda havia de esquema de jogo e o que se viu mais parecia uma pelada que um jogo de campeões.

Ficha Técnica

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