Flamengo bate Palmeiras por 2 a 1 e ainda respira
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segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O Palmeiras perdeu de vez o rumo no Campeonato Brasileiro. Brigar pelo título só no ano que vem. E conquistar uma vaga na Copa Libertadores está cada vez mais distante, complicado. Ontem, num Palestra Itália com grande público, incentivando do início ao fim, voltou a jogar mal e a tropeçar em adversário que luta contra o rebaixamento: 2 a 1 para o Flamengo, que respira. Na semana passada já havia caído diante do Guarani (2 a 0). Agora os paulistas estão três pontos atrás do São Caetano, quarto colocado e hoje na repescagem da competição continental.
Quando todos falavam em lutar pelo título, em atropelar na reta final, veio esta ducha de água fria. Aquele embalo de seis vitórias seguidas, transformou-se em duas derrotas em casa. O Palmeiras só dependia de suas forças para ir à Libertadores. Agora, além de precisar vencer Goiás, Criciúma e Fluminense, seus últimos adversários, terá de torcer por tropeços de São Paulo e São Caetano.
Em campo o que se viu foi craque Pedrinho nervoso, tropeçando na bola. A substituição foi inevitável. Lúcio, tímido, Baiano violento, Claudecir, lento, e outros jogadores apenas limitados. Do outro lado, um Flamengo guerreiro, lutando a todo momento.
A prova da união do grupo carioca foi evidente no fim da partida. O goleiro Júlio César, o mesmo que apanhou de sua torcida e foi considerado culpado pela goleada sofrida contra o Atlético-MG, 6 a 1, além de levar um 'frango' no duelo do Parque Antártica, saiu carregado pelos companheiros e chorou muito. ''Flamengo é isso, luta garra. A gente incorpora a camisa'', desabafou.
Júlio César dividiu os méritos dos 2 a 1 com os companheiros. Se deixou o chute de Magrão passar entre as pernas, fez grandes e importantes defesas, em chutes de Osmar, Gabriel, Ricardinho. Conteve a euforia dos palmeirenses, o sufoco após a igualdade e ainda comemorou o gol de cabeça de Athirson, um reserva que luta contra contusões.
EM SÃO PAULO
PALMEIRAS 1
Sérgio; Baiano (Élson), Nen, Gabriel e Lúcio; Alceu, Magrão, Claudecir e Pedrinho (Diego Souza); Osmar e Thiago Gentil (Ricardinho). Técnico: Estevam Soares
FLAMENGO 2
Júlio César, China, Júnior Baiano, André Bahia e Roger; Da Silva, Ibson, Zinho (Athirson) e Jônatas; Jean (Dill) e Dimba (Whelliton). Técnico: Andrade
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Estádio: Parque Antarctica
Renda: R$ 10.070,00
Público: 1.543 (815 pagantes)
Gols: Ibson, aos 22; Magrão, aos 27; e Athirson, aos 35 minutos do 2º tempo


