Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O Flamengo admite recorrer até ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, para permitir que o judoca Aurélio Miguel tenha direito de disputar uma nova seletiva para o Mundial de Birmighan, na Inglaterra. Essa possibilidade foi levantada ontem pelo vice-presidente de Esporte Amador do clube, Fernando Simah. O presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Joaquim Mamede Júnior, disse que vai tomar uma decisão sobre o assunto amanhã.
Depois de sofrer uma contusão no cotovelo esquerdo, sábado, Miguel pediu um adiamento da final, contra o judoca Marcelo Figueiredo, marcada para domingo. ‘‘Outro atleta, o Flávio Canto, machucou-se e teve esse direito’’, disse o judoca. Para Miguel, o regulamento da competição indica que o judoca teria direito ao adiamento por 30 dias, mas Mamede Júnior rebateu a informação, alegando que houve modificação no regulamento e isso foi informado aos atletas.
Caso a CBJ não mude a sua decisão em dois dias, Simah vai, além de apelar para as autoridades, o clube vai entrar com uma ação na Justiça Comum para garantir os direitos de Miguel.
Além do problema da seletiva, Simah quer uma definição a respeito da transferência de Miguel para o Flamengo, que ainda não foi oficialmente concretizada. Isso porque Mamede Júnior exige o pagamento de uma taxa de transferência de US$ 50 mil.
Os confrontos entre Miguel e a família Mamede, primeiro com Joaquim Mamede e, agora, com o seu filho, Joaquim Mamede Júnior, vêm de longa data. O judoca deixou de disputar a Olimpíada de Los Angeles, em 1984, por causa de um desentendimento com o pai. Após esse primeiro episódio, seguiram-se vários outros que chegaram a cessar em 92, quando houve um acordo entre as partes. Miguel garantiu que essa ‘paz’ foi parcial.

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