Gabigol é uma das armas flamenguistas na busca pelo bicampeonato
Gabigol é uma das armas flamenguistas na busca pelo bicampeonato | Foto: Reginaldo Pimenta/Raw Image/Estadão Conteúdo



Rio de Janeiro - O maior obstáculo para o Flamengo na estreia na Copa Libertadores, nesta terça-feira (5), às 19h15 (de Brasília), não é o San José, da Bolívia, muito menos a pressão da torcida na cidade de Oruro ou o cuidado com algum jogador mais perigoso. O temor do clube é a altitude de quase 3,8 mil metros acima do nível do mar e o possível impacto disso para o desempenho do time.

A comissão técnica se cercou de cuidados com a altitude desde o fim do ano passado, quando soube que teria pela frente esse compromisso na Bolívia. Os jogadores tiveram exercícios especiais para ajudar na respiração, receberam suplementos alimentares e terão à disposição no banco de reservas sete balões de oxigênio para serem usados em caso de mal-estar.

O clube se preocupa com a questão de altitude por ter de enfrentar nesta fase de grupos um outro compromisso nessa mesma condição. A LDU, de Quito, no Equador, joga a 2,8 mil metros acima do nível do mar. O outro rival da chave pelo menos joga no litoral: é o Peñarol, do Uruguai.

"Eu já tive oportunidade de jogar várias vezes na altitude. Tive o privilégio de ser campeão com o Santos, e jogamos duas vezes contra o The Strongest em La Paz, é complicado. Mas estamos tranquilos e focados nessa competição", disse ao canal SporTV o lateral-direito Pará, que demonstrou preocupação com as limitações físicas impostas pela altitude.

Oruro é a cidade mais alta a ter jogos da edição deste ano da Copa Libertadores. Com mais altitude até mesmo do que a capital do País, La Paz, essa condição fez o Flamengo adotar como logística se fixar em Santa Cruz de la Sierra, cidade ao nível do mar, e se deslocar para o destino final apenas horas antes do jogo. A programação é uma forma de minimizar efeitos como falta de ar, dor de cabeça e náuseas. Os sintomas costumam aparecer somente mais de seis horas após a chegada.

No último treino antes da partida, nesta segunda (4), o Flamengo contou com amplo apoio da torcida. A equipe permitiu a abertura dos portões no estádio Ramon Tauichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, e teve contato com centenas de flamenguistas. A cidade tem uma grande comunidade de brasileiros e vários deles foram acompanhar a atividade da equipe.

O Flamengo viajou para a Bolívia com dois desfalques. O zagueiro Rhodolfo, com dores na panturrilha esquerda, e o atacante Uribe, com lesão no tornozelo direito, sequer viajaram com o grupo. A formação titular será a mesma do último jogo, a vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, pelo Campeonato Carioca, na quinta-feira (28).

EM ORURO

San José
Banegas; Juárez, Toco, Eguino e Vidaurre; Rojas Hermoza, Fernández, Gutiérrez e Jorge Añez; Alessandrini e Duk. Técnico: Nestor Clausen

Flamengo
Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar, Willian Arão, Diego e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel. Técnico: Abel Braga

Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Estádio: Jesus Bermudez
Horário: 19h15 (de Brasília)

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