O advogado do Flamengo, Mário Pucheu, revelou que o clube vai utilizar a Lei Pelé na defesa do lateral-esquerdo Athirson, cujo exame antidoping foi positivo, no jogo contra o Bahia, pela Copa do Brasil. Desta forma, o clube pretende limitar a suspensão a 29 dias, como estabelece o artigo 53, parágrafo 6º da lei. O julgamento de Athirson na Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) deve ocorrer no final da próxima semana.
Após suspender o lateral de forma preventiva, o presidente TJD, Luíz Zveiter, garantiu que a Lei Pelé não será considerada neste caso. Ele garantiu que o tribunal vai aplicar o artigo 35, da Portaria 531 do MEC, que prevê um suspensão de 120 a 360 dias.
Pucheu, por sua vez, acredita quer esta portaria só vai ser utilizada no julgamento, mas a Lei Pelé será usada nas sanções. Ou seja, ele espera que a pena mais branda seja aplicada. No ano passado, o Grêmio conseguiu transformar em pena pecuniária parte da suspensão do jogador Scheidt baseado na Lei Pelé.
O advogado rubro-negro disse que vai convocar Athirson e a sua médica Lúcia Pierante como testemunhas. Ontem, Pucheu foi à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para pegar o processo de Athirson na Procuradoria do TJD.
Apesar de ter cinco dias para ler o processo, o advogado assegurou que vai devovê-lo até quarta-feira para evitar que o recesso do feriado atrase o seu andamento. A partir daí, o presidente da 1ª Comissão Disciplinar do TJD, Paulo Rodrigues, determina quem será o relator do processo. Como Zveiter pediu rapidez, o julgamento deve ocorrer na quinta-feira ou sexta-feira.
O Flamengo ainda não sabe se escala Athirson na partida contra o Santos, amanhã, pela Copa do Brasil. O Sindicato dos Jogadores Profissionais conseguiu uma liminar na Justiça Comum que garante a presença do jogador, mas o clube teme represálias. Ontem, Athirson não treinou com o elenco, que se reapresentou depois da conquista do bicampeonato Carioca.

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