A violência entre torcedores é uma das maiores preocupações dos jogadores e dirigentes de Flamengo e Vasco, na primeira partida dos playoff decisivo do 11º Campeonato Nacional de Basquete Masculino, hoje, às 21 horas, no Maracanãzinho, no Rio, com transmissão pela televisão a cabo (Sportv). Depois da decisão no futebol, os arquiinimigos voltam a ser encontrar em quadra e, para coibir a violência, o policiamento pode ser comparado ao mesmo esquema usado nas partidas de futebol, com a utilização de 390 policiais.
‘‘Dentro de quadra procuramos dar o exemplo, jogamos firmes, mas não somos violentos’’, declarou Ratto, do Flamengo. Segundo o atleta, que terá a difícil missão de marcar a estrela vascaína Charles Byrd, ‘‘a violência já faz parte da cultura dos torcedores brasileiros e, por isso, é difícil achar uma fórmula para acabar com ela’’.
No Vasco, o técnico Hélio Rubens observou que o Flamengo tem a vantagem de estar mais descansado, mas destacou que o time vascaíno vem se impondo na competição principalmente pela capacidade de superar situações adversas. ‘‘Estamos mentalizados na decisão e novamente vamos nos superar’’, disse o treinador. A respeito da adoção de uma marcação especial sobre o cestinha Oscar, Hélio Rubens afirmou que sua preocupação é com todos os jogadores rubro-negros.
Após 35 anos, a competição terá a primeira final carioca da história e quem vencê-la será a segunda equipe do Rio campeã. O Botafogo foi o vencedor em 1967. Durante a fase de classificação, o Vasco realizou a melhor campanha com 47 pontos (21 vitórias e cinco derrotas) e o Flamengo ficou em terceiro com 44 pontos (18 vitórias e oito derrotas). Na semifinal, os vascaínos precisaram de cinco jogos para vencer o Franca por 3 a 2, enquanto o Flamengo fez 3 a 0 no Uberlândia.

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