Curitiba - Velocidade. A palavra quase se confunde com o nome de Émerson Fittipaldi. O piloto, que abriu caminho para toda uma geração de grandes corredores, como Nelson Piquet e Ayrton Senna, esteve ontem em Curitiba, para anunciar mais uma fase na parceria com a PST Eletrônica, empresa de alarmes e rastreadores de veículos, no 1º Pósitron Racing Day, realizado no Autódromo Internacional de Curitiba. E, claro, o bicampeão mundial da Fórmula 1 falou um pouco sobre automobilismo, sua grande paixão.
  Fittipaldi desembarcou de Miami e foi direto para o autódromo. Ele é garoto-propaganda de uma empresa especializada em segurança em veículos e, após falar um pouco sobre a parceria, comentou seu retorno às pistas. O piloto voltou a correr, no GP de Masters, dedicado a ídolos do passado, como Alain Prost e Nigel Mansel.
  ‘‘Nunca imaginei voltar a correr, ainda mais com amigos, campeões de épocas diferentes. Fizeram uma comparação sobre masters de golfe ou de tênis, mas se um jogador de golfe erra a tacada, não tem problema, a bola vai pra água ou outro lugar. Já eu, se errar, caio com o carro inteiro’’, comparou, bem-humorado.
  Fittipaldi está confirmado na próxima etapa, em Silverstone, no dia 15 de agosto, onde deve encontrar novamente outros veteranos. Na última prova, no Catar, o piloto brasileiro ficou em último lugar. ‘‘Meu sobrinho, o Pietro, começou a correr de kart e me ligou dizendo que largou em segundo lugar mas ficou em último, depois de um carro bater na traseira dele. Eu disse a ele ‘o vovô também ficou em último’, essas coisas acontecem’’, brincou.
  Até o ano passado, o recorde de campeão mais jovem na Fórmula 1 pertencia a Fittipaldi, feito conquistado em 1972, quando o brasileiro corria pela Lotus, aos 25 anos. Porém, em 2005, o espanhol Fernando Alonso estabeleceu nova marca, ao garantir o título aos 24 anos. ‘‘Isso foi culpa do meu pai e da minha mãe, se eu tivesse nascido antes... (risos) Mas acho muito legal isso, e o Alonso, só Deus sabe quando tempo vai demorar para quebrar o recorde, porque é impossível saber isso hoje em dia. Meu neto está com nove anos e tem três anos de experiência de corrida. E o irmão dele já começou a andar de kart com quatro anos. Quer dizer, é um negócio que começa muito cedo’’, disse o piloto.
  Fittipaldi aproveitou para analisar a Fórmula 1 nos dias de hoje, em relação ao seu período de sucesso nos anos 70. ‘‘Acho que hoje, com o desequilíbrio das equipes e dos carros, é mais difícil você analisar o piloto jovem com um parâmetro legal. O piloto jovem hoje tem menos chance de mostrar o talento, a não ser que ele esteja em um carro de ponta. Na minha época os carros eram muito equilibrados. Isso é uma parte ruim da Fórmula 1, não está equilibrado como era.’’
  Além de correr novamente, Fittipaldi hoje é diretor do Brasil na nova competição mundial, a A1GP, da qual o atacante Ronaldo é o dono da equipe nacional. ‘‘É uma corrida muito disputada, os carros são idênticos, é tudo muito equilibrado. O Brasil não foi bem no ano passado mas esse ano esperamos que a equipe vá melhor, em um campeonato que ainda vai crescer muito’’, afirmou, antes de dispensar o almoço do evento para ir correndo testar a Ferrari 355F1 na pista do
autódromo.

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