Fitness dance ganha espaço nas academias
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Renato Oliveira<BR> Reportagem Local 
Propor um trabalho diferente das tradicionais aulas de dança de salão, que contemplam principalmente o forró e o pagode. É assim que a professora de educação física Janaína Amarante desenvolve uma proposta de danças urbanas, antenada com a vanguarda da arte de se expressar com o corpo mundo afora.
Os estilos vão desde o funk, hip-hop, afro-reggae (dance hall), reagaton (mistura de dança latina com reggae) até o kuduro, um ritmo angolano que aos poucos entra nos salões do Brasil, Estados Unidos e Europa. Conforme explica, a dança urbana serve para caracterizar não apenas o hip-hop, mas todas as danças sociais existentes no mundo inteiro. Esse nome também foi criado para diferenciar o estilo da dança de salão, que ensina pagode, soltinho, bolero, salsa, enumera.
Outro detalhe é o contexto de ensino e aprendizagem das danças sociais: dentro de academias. Janaína define como fitness dance, método que está relacionado à dança-ginástica, porque os interessados querem aprender a dançar tendo em vista outros objetivos como emagrecer, entrar em forma e desestressar. A principal preocupação é desenvolver uma proposta amparada por um processo pedagógico (ensino/aprendizagem), que proporcione desenvolvimento motor de maneira facilitada.
Trabalho com movimentos do cotidiano e naturais como o simples ato de andar, saltitar ou deslocamentos em direções diferentes. A ideia consiste em aproveitar aquilo que ele já conhece e misturar à minha proposta. Para atrair quem nunca fez, a atividade precisa ser fácil e com o passar do tempo vai se desenvolvendo na dança, aprofunda.
Mas de todas as atividades físicas, a música é a única que permite a fusão entre exercício e lado emocional. Janaína explica que o corpo responde aos comandos cerebrais, que chegam via estímulos externos classificados em audição, visão ou tato. Quando ouço música, meu cérebro interpreta e escolhe a melhor movimentação e realiza a ação mecânica. A diferença é que na dança a gente coloca o coração e a alma, no exercício ocorre apenas a execução dos movimentos, acredita.
E os benefícios dos adeptos da dança como atividade anti-estresse e demais intempéries do dia a dia se traduzem em melhoria na qualidade de vida. Quando o assunto é sua contribução para o desenvolvimento motor do dançarino, Janaína aponta que coordenação motora, respiração, treinamento aeróbico, força, equilíbrio, flexibilidade e agilidade são os aspectos desenvolvidos.
Janaína também garante que dançar emagrece, rejuvenesce, fortalece e desenha o corpo, melhora a coordenação dos músculos e aumenta o poder atração e conquista. Com certeza, quem dança os males espanta. A vibração exalada durante a dança é de positividade. Não tem como o mal chegar quando se está dançando, arremata.


